August 4, 2014

As Crônicas Tangerínicas: o Tigre, a Paçoca e a Alfarroba

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Gordices, Que porra é essa? D:, Selo Fer-chan de qualidade tagged , , , , , , , at 2:57 am by Fer

Só avisando que no post de hoje tem um pouco de revolta e dois devaneios gastronômicos.

Comentando rapidamente sobre o assunto da semana: um pai retardado leva seu filho igualmente retardado num zoológico, o moleque enfia a mão na jaula do tigre e o que acontece? É claro, o tigre fica puto e apenas age como um tigre normal. Não queriam ver a porra de um tigre? É, então.

Vou abrir parênteses aqui só para explicar minha posição sobre zoológicos. Muita gente vai me achar super escrota por isso que vou dizer, mas para expressar a minha opinião sobre animais que não sejam cachorro, gato ou qualquer outro tipo de “pet”, vou parafrasear um amigo meu: ou come ou solta. Sou contra zoológicos e acho que quem vai nesse tipo de lugar e sustenta essa indústria não tem nada melhor que bosta dentro da cabeça. Nunca fui num zoológico, mas sei que nunca vou gostar desse tipo de lugar porque já me sinto mal o suficiente quando vejo um passarinho numa gaiola. E acho que definitivamente não é um lugar que se deva levar crianças porque não acho saudável ensinar aos pequenos que animais expostos em jaulas são uma coisa agradável de se ver. Mas beleza, se tem pais que pensam o contrário, quem sou eu pra julgar a quantidade de merda na cabeça deles.

Não vi os videos que as pessoas que presenciaram filmaram porque amigos me disseram que o tigre praticamente dilacerou o braço do moleque. Não tenho estômago pra essas coisas, então vou me basear nos comentários feitos nos videos.

1 – O moleque provocou o tigre insistentemente. Não sei vocês, mas quando eu tinha 11 anos, já sabia que não se podia brincar com um bicho desse tamanho.
2 – O pai do moleque ficou incentivando ele a provocar o tigre. Esse cara deve ter muito cocô na cabeça.
3 – O zoológico tinha grades de proteção e o moleque, incentivado pelo pai, pulou a grade e ficou lá, correndo de um lado pro outro. Se fez isso com um tigre, imagina o que esse projeto de retardado não deve fazer com cachorros, gatos e animais menores e mais indefesos.
4 – O pai disse à polícia que não viu o menino “brincando” com o tigre porque estava ocupado cuidando do outro filho pequeno, mas testemunhas disseram que ele não só viu como também incentivou o comportamento dele. Eu acho que nesse caso ele estaria errado de qualquer forma, porque se não pode cuidar dos dois, não saia com os dois! SEU RETARDADO!

Foda-se se o zoológico deveria ter alguém fiscalizando isso. QUALQUER IGNORANTE SABE QUE NÃO SE DEVE PROVOCAR UM ANIMAL SELVAGEM. Aliás, até cachorro quando é provocado reage como pode, resultando no sacrifício do coitado depois.

Não, não estou colocando a culpa apenas no menino e nem dizendo que ele mereceu perder o braço. O maior culpado disso tudo é o pai, que não cuidou direito e ainda por cima educou mal, isso é fato. Mas com 11 anos de idade, qualquer pessoa que não tenha nenhum tipo de deficiência mental deveria saber que não se provoca nenhum tipo de bicho, selvagem ou não (mas é claro que as consequências sempre serão piores quando o animal é selvagem).

Sobre o zoológico: não sou de defender esses filhos da puta, mas na minha visão eles não tem culpa alguma. Tinha grades, tinha aviso. Se o pai e o garoto não tiveram a capacidade de respeitar nenhuma dessas duas coisas, não seria um guardinha de zoológico que teria autoridade para parar com a “brincadeira”.

*aguardando video do Cauê Moura sobre o caso*

Momento revolta passou, agora vamos falar de coisa boa.

Hoje em Sampa fiz o Sr. Fernanda me levar no Shopping Bourbon para passearmos um pouco antes de eu voltar para casa. Passamos no Záffari que tem lá (pra quem não conhece, o Záffari é uma rede de supermercados do Rio Grande do Sul) para comprar algo que vem sendo o alvo da minha lombriga há um bom tempo: Paçoquita Cremosa.

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Preço: achei caro, considerando-se que o preço sugerido é R$5,99 pelo pote de 180g. Paguei R$9,60 com um pouco de dor no coração, porque aquela Nutella grande de 350g estava R$9,90. Mas comprei porque a lombriga tava forte e não sabíamos de nenhum outro lugar que vendia isso.

Sabor: achei bem gostosa. Eu diria que é uma versão um pouco mais suave e levemente menos doce que a Paçoquita tradicional. Acredito que tenha sido feito dessa forma para não “enjoar” o consumidor, porque se fosse exatamente o mesmo gosto, ficaria enjoativo. Não sei se deu para entender. Ela tem pedacinhos de amendoim e é bem cremosa mesmo, não é igual ao Amendocrem que é mais durinho. Passei um pouco numa bolacha água e sal e achei que a combinação ficou boa. Não passei no pão porque não gosto de misturar pão com coisas doces, mas quem quiser experimentar fique à vontade. Pão com Nutella é heresia pra mim, Nutella se come com bolacha, não com pão.

Custo-benefício: acho que só pra quem ficar realmente viciado em Paçoquita Cremosa vale pagar quase R$10 por um potinho desse tamanho. O Sr. Fernanda reparou no próprio supermercado que com essa grana você compra um pote de 300-e-sei-lá-quantos-gramas de Paçoquita em formato de rolha ou aquela outra retangular. Se o preço fosse os R$5,99 sugeridos pela empresa, ok, até seria possível. Mas não acho que vale a pena pagar quase o preço de um pote grande de Nutella por um produto que vem metade da quantidade da mesma.

Vou abrir aspas aqui para falar sobre o Amendocrem: comprei um potinho uma vez para rechear cupcakes e também gostei bastante, achei o sabor bem parecido com a Paçoquita e até chamei os cupcakes que fiz de “cupcake de Paçoquita” porque né, se eu falasse “cupcake de Amendocrem” seria capaz das pessoas não quererem comer por não saber do que se tratava. Mas o pote ficou rodando aqui em casa por ser enjoativo. Quem achar que não vale a pena pagar R$10 por um pote de Paçoquita, o Amendocrem é um bom substituto, uma vez que custa metade do preço. Mas já vou avisando que esses dois foram os únicos cremes de amendoim que já comi, então não posso comparar com os outros.

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Uma coisa que eu vejo há muito tempo na parte do caixa de restaurantes aqui na minha cidade é a tal da alfarroba. Ô nome feio, não dá vontade de comer isso se você for só pelo nome. Mas de tão curiosa, acabei pesquisando o que é essa tal de alfarroba e achei esse site.

De acordo com o que diz o site: “A alfarroba, carob em inglês, é o fruto de uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo, semelhante à vagem do feijão, de cor marrom escuro e sabor adocicado. O pó que é utilizado para substituir o cacau é derivado da polpa dessa vagem que é torrada e moída. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau, tanto no seu conteúdo nutricional, quanto em relação à ausência de estimulantes, como a cafeína e teobromina, além de possuir baixo índice glicêmico, de acordo com recente pesquisa elaborada pela Universidade Federal do Paraná.”

alfarroba

Quandi li isso, eu já sabia que o sabor dela não seria exatamente o mesmo que o do chocolate, mas mesmo assim fiquei doida para experimentar. O problema é que esse negócio não é fácil de achar, principalmente em uma cidade pequena como a minha. Os lugares onde eu vejo isso aqui são restaurantes e casas de produtos naturais, mas eles só tem a alfarroba com coco e com banana. Odeio banana e não gosto de nada que tenha coco ralado no meio porque detesto a sensação de morder os pedacinhos, então fiquei esperando o dia em que eu encontrasse essa belezinha pura ou pelo menos com alguma coisa que eu goste no meio.

Acabou que achei alfarroba com castanha de caju numa lojinha de produtos naturais do Bourbon, antes de ir no Záffari comprar a Paçoquita Cremosa. A moça do caixa até tentou me empurrar uma de banana, que era mais cara, mas eu gentilmente disse que odeio banana e que só queria comprar uma barrinha para experimentar.

Sabor: é parecido com chocolate, mas se você é um verdadeiro chocólatra, não substitui o nosso lindo derivado de cacau. Dei uma olhada no site e descobri que esse produto foi criado pensando nas pessoas que são: alérgicas a cacau (eu nem sabia que isso existia), diabéticas, intolerantes à lactose e também quem não pode consumir glúten. Então, se você não tem nenhum desses problemas, não acho que vale a pena substituir. É claro que sempre tem o pessoal natureba que mesmo não tendo esses problemas, vai acabar preferindo a alfarroba por questões de saúde, mas nééééé, quem é gordo de cabeça nunca pensa nisso.

Preço: R$2,10 por uma barrinha minúscula. Só vale a pena se você for intolerante às coisas que citei ali em cima e estiver desesperado por um doce.

Custo-benefício: se eu fosse intolerante a essas coisas todas aí, sinceramente preferiria o Choco-soy, já que é igualmente caro. Já comi uma vez e achei bem mais parecido que o chocolate do que a alfarroba. Se você quiser comprar para experimentar tá valendo, mas para satisfazer o desejo por gordice você precisaria de muitas dessas barrinhas.

E sim, eu como muita porcaria, mas por curiosidade sempre acabo experimentando as versões saudáveis da gordice nossa de cada dia. Afinal, vai que um dia os caras conseguem fazer uma versão saudável com o mesmo sabor. Não custa nada sonhar.

Status: bebendo o que eu desejo profundamente que seja a minha última Coca do mês porque quero muito parar de beber refrigerante. No próximo post eu conto se consegui.

 

***UPDATE***

Todo mundo sabe o quanto está difícil encontrar a Paçoquita Cremosa, então resolvi procurar uma lista de lugares que estão vendendo essa belezinha na cidade de São Paulo. Achei a lista de endereços nesse site aqui.

Vale lembrar que eu comprei a minha (e paguei meio caro) no Záffari no Shopping Bourbon, por isso se alguém aí achar em outro lugar, diga o preço que pagou para ajudar a galera.^^

Adega da Bandeira: Avenida 9 de Julho, 82, Bela Vista.

Comércio de Doces Três Rosas: Rua Três Rios, 147, Bom Retiro.

Mercadinho Expresso: Rua Dona Antonia de Queirós, 470, Consolação.

Mercado Remax: Rua Bela Cintra, 413, Consolação.

Mercadinho Alagoas: Rua Alagoas, 29, Consolação.

Chelly Bomboniere: Rua da Consolação, 323, Consalação.

Doceria Angélica: Avenida Angélica, 2072, Consolação.

Supermercado Carioca: Rua Álvaro do Vale, 412, Ipiranga.

Entre Delícias: Rua Iaiá, 178, Itaim Bibi.

Empório São Pedro: Rua Salvador Risoleu, 340, Jardim Peri Peri.

Empório dos Servidores: Rua Vergueiro, 457, Liberdade

Mercado Caramanti Doces: Avenida Bernardino de Campo, 12, Paraíso

Yamada Bomboniere: Avenida Ipiranga, 318, República

FF. Doces Comercial: Rua do Arouche, 178, República

Sacolão São Jorge: Rua Dom Vilares, 1 700, Sacomã

Hortifruti Nazaré: Praça Professora Emília Barbosa de Lima, 3. Vila Madalena

Shokiti: Rua Gomes de Carvalho, 1 285, Vila Olímpia

Mercadinho e Panificadora Souza: Rua Raul Pompeia, 1 141, Pompeia

Empório Villamarin: Rua Capituba, 106, Vila Regente Feijó

Luck Empório: Rua Aristides Viadana, 180, Vila Romana

Mercado Joy: Avenida Lins de Vasconcelos, 3 329, Aclimação.

BBB Mercearia: Rua Castro Alves, 312, Aclimação.

Mercadinho Nicky: Rua Bueno de Andrade, 323, Aclimação.

Mercadinho Happy Day: Rua Muniz de Souza, 91, Aclimação.

June 24, 2013

Crouching tiger, hidden dragon

Posted in Devaneios, Que porra é essa? D: at 3:05 am by Fer

Um filme que eu sempre achei muito interessante desde a primeira vez que assisti foi O Tigre e o Dragão. Se você nunca viu esse filme e nunca leu o mangá e nem os livros, pare de ler essa postagem por aqui, pois contém alguns spoilers (se você é o tipo de pessoa que quase morre quando toma spoiler – do contrário, pode continuar). Tanto é que, quando saiu o mangá, até cheguei a comprar. As histórias do mangá e do filme fazem uma confusão no nosso cérebro, um tem coisas que não tem no outro, alguns nomes estão diferentes (Jen Yu no mangá, Jen Long no filme, e outros que não me recordo), o mangá acaba bem antes do Li Mu Bai morrer, entre outras mudanças que agora nem lembro mais. Em ambas as obras o enredo é legal, mas decidi que só vou realmente gostar da história quando ler os livros, já que tudo começou neles. Mas não estou escrevendo esse post para falar dessa obra, mas para falar sobre uma espécie de filosofia/teoria/whatever que aprendi nelas.

Tá, ok, não “aprendi” nem com o filme e nem com o mangá. Na verdade isso me foi ensinado muito antes, mas só depois de ler o mangá é que consegui dar nome aos bois: “você colhe o que planta”. É um termo muito usado nesse mangá, e nem tem muito o que explicar… é basicamente isso mesmo, a pessoa colhe o que ela planta. Se você plantar sementes boas, vai colher frutos bons, mas se plantar sementes malignas, colherá frutos igualmente malignos. O problema é que às vezes a pessoa sequer sabe o que está plantando, então fica difícil diferenciar uma pessoa que faz isso apenas por ignorância ou por pura maldade. Se bem que parte de mim acredita que se você plantar algo com estupidez ou ignorância, vai colher na mesma moeda, mas vamos ignorar as leis de Murphy por enquanto.

Recentemente, aconteceu algo que me fez pensar muito sobre isso. De acordo com essa teoria que já citei, uma pessoa que plantou ódio, inveja e falsidade deve colher os frutos disso, não? E pelo que já notei até agora, sim, está colhendo. Mas como a ignorância nem sempre é uma bênção, muitas vezes as pessoas não sabem que estão apenas colhendo os frutos da podridão que foi semeada. Terminam inventando mil desculpas e encontrando mil culpados para os problemas que acontecem e continuam semeando o caos.

Acaba sendo mais cômodo você se fazer de vítima depois que alguma merda aconteceu por sua causa. Pois é, às vezes somos obrigados a lidar com gente que prefere fazer isso, pois acham que plantar boas sementes ou pedir desculpas dá muito trabalho.

Não sei se o texto saiu essa droga por causa do meu sono ou porque não tenho saco para escrever sobre coisas complexas. Talvez as duas coisas. E essa sou eu plantando preguiça e colhendo sono eterno.

February 22, 2013

The bacon situation

Posted in Bullying, Devaneios, Diversos, Que porra é essa? D: at 1:37 am by Fer

“E eu te amo muito mais do que o mundo ama bacon ♥”

Confesso que às vezes fico chateada quando uma pessoa mal intencionada resolve fazer de mim o seu alvo. E quem não ficaria, não é verdade? Realmente, ter o seu perfil invadido deve ser frustrante, mas quando a pessoa faz isso só para apagar umas três fotos e bagunçar umas coisinhas nas configurações de privacidade, fica estampado quem foi e porque fez aquilo. Ainda se fosse pra zoar minha timeline e postar, sei lá, algo como “adoro xana” ou “acho que o George Martin copia coisas da Stephanie Meyer”, ainda vá lá… mas não, o saldo de hoje foram apenas três fotos e a privacidade alterada, até eu perceber e fazer uma nova senha, bem mais cabulosa que a antiga.

Mas daí acontecem umas coisinhas bobinhas e engraçadas, que me fazem ficar extremamente feliz e ligar o foda-se pra isso. Afinal, quem liga pra uma pessoa tão infeliz quando você tem alguém que fala coisas como essa frase acima o tempo todo? Ainda mais quando os VERDADEIROS amigos dessa pessoa fazem questão de entrar em contato contigo para dizer o quanto ele está feliz, que torcem por nós e que estão morrendo de vontade de me conhecer de tanto ouvir falar bem de mim.

É nessas horas que eu entendo porque aquela pessoa é tão infeliz: ela não tem só pra ela um panda, nem um gatinho ou um tigre, e muito menos uma raposa ou um ornitorrinco. Pensando bem, ela não é digna nem de uma barata.

Status: bebendo água gelada e repostando as fotos que foram apagadas.

November 13, 2012

Devaneios Gastronômicos Cítricos – parte I: Cebolitos coreano

Posted in Comida ♥, Devaneios gastronômicos, Dicas, Gordices, Que porra é essa? D:, Só me fodo. tagged , , , at 8:40 am by Fer

Estreando uma nova sessão aqui no Tangerinices: Devaneios Gastronômicos Cítricos! Apenas porque adoro falar sobre coisas que eu gosto, ainda mais se essa coisa for comida. Na verdade também gosto de falar sobre coisas que eu odeio, e também existem comidas que eu odeio, então assunto não vai faltar. Comida é uma coisa linda, e sendo boa ou ruim, sempre dá pra falar sobre isso. ♥

Quando eu tinha uns cinco anos de idade, me deram um pacote de Baconzitos em casa e, como uma gorda de respeito (mesmo que eu não passasse dos 20kg na época, afinal, gordice mental também pode estar dentro de gente magra), mandei tudo pra dentro. Ou melhor, mandei tudo pra dentro e alguns minutos depois minha mãe tava me batendo por ter vomitado o pacote inteiro no chão da cozinha que ela havia acabado de limpar. Essa foi a última vez que a chibi-Fer comeu salgadinho? Se dependesse da minha família, sim.

Alguns anos depois, com a grana que eu deveria usar para comprar um enroladinho de presunto e queijo com um copo de refri na hora do recreio, acabei cedendo aos encantos da embalagem verde daquele salgadinho do Cebolinha da Turma da Monica. Essa foi a minha primeira experiência degustando um salgadinho de cebola, e mesmo me cagando de medo de vomitar de novo, apanhar na hora que eu chegasse em casa e correr o risco de nunca mais me darem dinheiro para comer na escola, achei o sabor tão divino que até me escondi para não precisar dividir aquele pacote celestial com ninguém. Felizmente, apesar de eu ter sentido um considerável desconforto estomacal por algumas horas, minhas entranhas não expeliram aquele alimento maravilhoso e correu tudo bem.

Anos depois, não me recordo exatamente quando, “descobri” aquele manjar dos deuses que as pessoas comuns costumam chamar de Cebolitos e nesse dia ele foi promovido ao cargo de meu salgadinho favorito. Hoje em dia, assim como uma amiga minha que curte misturar feijão com tudo (reza a lenda que ela mistura até com sorvete, o que torna ineficaz aquele meme do “queria sorvete, mas era feijão”), eu tenho a capacidade de combinar Cebolitos com qualquer coisa. É claro que, por questões de bom senso (também conhecido como “questões de saúde” ou “não tenho mais vesícula”), não consumo isso todos os dias. Na verdade, se eu como um pacote a cada duas semanas já é muito. Mas é fato que já comi Cebolitos acompanhando lasanha, panqueca, massas em geral, ao lado de algum sanduba ou até mesmo com arroz, bife e salada. Amo demais esse salgadinho e juro que se ele tivesse barba e neca, eu casava com ele.

Na última vez que fui pra São Paulo visitar alguns amigos, fui até o bairro da Liberdade e comecei a procurar alguma guloseima diferente nas prateleiras do Marukai (aquele mercadinho perto da estação que vive cheio de otakus comprando Mupy e Pocky pra farofar nos eventos). Eis que eu vejo na primeira prateleira aquilo que deveria ser “a” descoberta: um salgadinho de cebola coreano. Foi nesse exato momento que meus olhos brilharam, minhas pernas ficaram bambas e minhas mãos começaram a suar. Eu estava na frente de um Cebolitos coreano, e como toda boa apaixonada por coisas orientais, já imaginei que aquilo fosse ainda mais divino que passar Nutella no Kurama e lamber tudo. Não pensei duas vezes: comprei um pacote, toda feliz e serelepe. Fiquei até meio estressada porque a fila do caixa estava grande demais, e eu queria saborear a minha delícia logo.

Eu e meu amigo saímos do mercado. Ele com um salgadinho de lula e um de polvo, eu com minha delícia de cebola. Altas expectativas ao abrir o pacote. Minhas mãos suavam. O estômago clamava por aquela iguaria que aparentava ser única. Abri o pacote, coloquei a mão lá dentro, peguei uma das peças, levei à boca, mordi na metade com vontade, mastiguei. Sabe quando você se apaixona por alguém, e quando finalmente consegue a atenção do ser, se decepciona porque nos seus sonhos era tudo tão lindo e na realidade a pessoa é chata, sem graça e fala “seje”? Então.

Foi a decepção em formato de argolinha. Não consegui comer o segundo. O pacote está em casa até agora, fechado num saquinho, aguardando ser jogado fora.

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Nunca comprem essa merda.

Tirando a poética do texto e falando sério agora: puta bagulho ruim! Ele não tem gosto de cebola e quase não tem sal. E não foi diferente com os salgadinhos de lula e polvo que meu amigo comprou, mas é que eu estava depositando tantas expectativas no meu de cebola… T-T

E essa sou eu nunca mais experimentando outro salgadinho de cebola. Cebolitos forever! ♥