June 29, 2015

Resenha – Lápis de cor Koh-I-Noor Mondeluz

Posted in Arte, Críticas Tangerínicas, Devaneios, Dicas, Gordices tagged , , , at 3:41 am by Fer

Esse fim de semana eu me entupi de Nutella. Comi com pão de queijo (parece nojento, mas fica muito bom!), com bolacha e até fiz chocolate quente de Nutella. Daí tem gente dizendo pra pararmos de comer Nutella, porque vai óleo de palma na receita e aparentemente o cultivo da palma afeta o ecossistema asiático.

É claro que vamos parar de comer essa delícia, afinal:

1 – O óleo de palma só é usado na Nutella, não serve pra outra coisa.

2 – As áreas usadas para o plantio da palma automaticamente voltarão a ser florestas.

3 – A soja, a azeitona e outras plantas usadas para fazer outros tipos de óleo não contribuem com o desmatamento de nada.

Agora se você acha que vai salvar o mundo parando de comer Nutella ou se você acha que não fui irônica ali em cima, faça um favor para a humanidade e se enforque, por favor.

No post anterior eu comentei sobre os lápis aquareláveis Mondeluz que adquiri recentemente. Você praticamente não vê resenhas sobre esses lápis por aí (principalmente em português), então me sinto na obrigação de compartilhar minhas impressões sobre esse material com quem fala o meu idioma.

Fiz uma pequena comparação com os da Faber-Castell, também aquareláveis. Tá, é uma covardia extrema comparar um lápis importado super foda, macio e pigmentado com os que são produzidos aqui no Brasil, mas hey, isso aqui é só uma resenha. Se não comparar com o lápis que a maioria das pessoas tem acesso, vou comparar com o que? Lá vai.

Preço

Primeiro de tudo,vamos falar sobre o preço. Para ficar justo, vou pegar o preço do Mondeluz de 36 cores em vez do de 72, que é a minha caixa. Detalhe: pesquisei onde cada um deles é mais barato.

Faber-Castell 36 cores: R$49,90 na Kalunga.

Mondeluz 36 cores: R$137,65 na Fruto de Arte.

Conclusão: o Faber leva uma vantagem gigantesca no preço.

Cores

Agora o que interessa, que são as cores: já vou avisando que não vou colocar todas elas aqui. Primeiro, porque minha caixa do Mondeluz tem 72 cores e minha caixa de aquareláveis da Faber-Castell tem apenas 36. Então peguei apenas algumas poucas cores de cada. Para ser justa, escolhi as cores mais próximas entre as duas caixas: preto, vermelho, bordô, azul da Prússia, verde água, verde folha, amarelo e laranja escuro.

Aqui eu usei as cores puras, sem misturar ou aquarelar, apenas formando um degradê de leve. As de cima são Faber e as de baixo são Mondeluz.

Teste de lápis 01A primeira coisa que dá pra notar com isso é que o papel parece deixar a textura mais evidente com o Mondeluz. Isso porque, por ser mais macio, foi necessário fazer menos pressão nos lápis. Qualquer risquinho que você faz deixa bastante cor no papel e é preciso ter cuidado quando você precisa de cores suaves. Já os da Faber mostram menos a textura do papel porque foi preciso fazer mais pressão para as cores saírem.

Notem a diferença entre o azul da Prússia. Na minha opinião, foi a diferença mais gritante, já que eu uso bastante esse azul. O da Faber tem o corpo bem escuro que engana quando você vai pintar, mas na hora de riscar com ele, a cor sai muito clara.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na veracidade das cores.

Aquarelando

Agora vamos pegar um pincel molhado e aquarelar pra ver como fica!

Teste de lápis 02Esse papel é exatamente o mesmo dali de cima, que escaneei de novo depois de aquarelar. À primeira vista, as cores são bem parecidas, mas a primeira coisa que você nota é que algumas cores dos lápis da Faber não se dissolvem totalmente. É por isso que a maioria das pessoas fica frustrada quando usa o pincel úmido depois da pintura. Já o Mondeluz fica com pouca ou nenhuma marca embaixo do papel.

Outra coisa que notei foi o grau de pigmentação dos lápis, mostrado pelas bordas da parte aquarelada. Vamos dar um zoom em uma das cores e colocar uma ao lado da outra para ver melhor:

Teste de lápis 03A quantidade de água usada nas duas foi exatamente a mesma, mas é gritante que o verde da Faber, à esquerda, além das horríveis marcas do lápis, ficou sem a borda característica de tintas bem pigmentadas. Já o verde do Mondeluz, à direita, ficou com a bordinha bem marcada. Isso é porque o da Faber tem menos pigmento na composição.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na pigmentação.

Misturando

Agora vamos falar em como esses lápis se comportam quando se faz mistura de cor com eles.

Teste de lápis 04Se eu fosse misturar tudo o que eu gosto, esse post ficaria enorme. Então só misturei as básicas: azul com amarelo pra formar verde, amarelo com vermelho para formar laranja e vermelho com azul para formar violeta. E ao lado, uns degradês básicos de azul com verde e de laranja com vermelho. Na metade de baixo de cada uma dessas manchas, usei o lápis branco com força. É essa uma das grandes utilidades do lápis branco: se comportar como um blender, ou seja, ajudar a misturar as cores e eliminar os branquinhos do papel.

Novamente, as cores de cima são Faber e as de baixo, Mondeluz. Se vocês prestarem atenção, os lápis se misturam mais ou menos na mesma intensidade. A grande sacada dessa vez é mostrar como o branco se comporta: enquanto o da Faber é pouco pigmentado, ele só se comporta como um blender. Já o branco da Mondeluz, além de agir como blender, ele também clareia. Isso é porque o Mondeluz é bem mais pigmentado e se sobrepõe até mesmo por cima de cores mais escuras. Quando não quero clarear as cores, uso o lápis branco da Faber por cima dos Mondeluz sem medo de ser feliz.

Conclusão: os dois se comportam de forma similar no quesito mistura de cores, mas o fato do branco da Faber não clarear as cores não é uma desvantagem, assim como o branco do Mondeluz clarear as cores nem sempre é uma vantagem. Então nesse ponto os dois estão pau a pau.

Cobertura

No post anterior, mostrei alguns desenhos que foram feitos em papel marrom, então achei que seria legal compartilhar minha experiência usando os lápis em alguns papéis coloridos que tenho aqui. Como o preto se sobrepõe a todas as cores facilmente, eu o substituí pelo branco nesse teste. Como sempre, os de cima são Faber e os de baixo são os Mondeluz.

Teste de lápis 05Como vocês podem ver, a diferença mais gritante é o branco e o amarelo. Enquanto o da Faber fica meio transparente, o Mondeluz cobre bem a superfície do papel. E com as outras cores não é diferente.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na cobertura de papéis coloridos.

Espessura

Uma outra diferença que não sei se dá para perceber na foto abaixo: os lápis Mondeluz são um pouquinho mais grossos que os da Faber. Isso porque a mina deles é de 3,8mm, enquanto a mina da Faber é de 3,3mm (assim como a mina da maioria dos lápis aquareláveis vendidos no Brasil). Logo, se a mina é um pouco mais grossa, o corpo do lápis acompanha essa diferença de tamanho. Na verdade, a maioria dos lápis importados tem a mina de 3,8mm, inclusive os da linha importada da Faber-Castell.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem por ser mais grosso e, logo, durar um pouco mais.

Por último: mostrando uma foto dos lápis usados nesse post para que vocês possam ver informações básicas, como o número da cor, código, o corpo bonitinho dos lápis, essas coisas.

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A conclusão no geral sobre esses lápis? Na verdade não tem. É injusto eu dizer que Mondeluz é melhor que Faber, pois as vantagens vem junto com o preço alto. Daí depende do que você vai fazer com os lápis. Vai usar para vender desenhos ou pra pintar livrinho? Vai usar para a sua faculdade de design e artes plásticas ou você desenha por hobby? Tem que levar muita coisa em consideração:

– Eu particularmente acho uma besteira usar lápis caros como esses em livros de colorir, mas se a pessoa tem essa grana toda pra gastar com um hobby, tudo bem. Eu mesma desenho por hobby e uso tanto os lápis da Faber quanto os Mondeluz.

– Se você vai vender seus desenhos, não é justo com o seu cliente se você usar lápis baratos. A cor deles não dura muitos anos e o desenho ficará desbotado em pouco tempo. O cliente paga por algo que deveria durar, então a sua obrigação é entregar um trabalho que dure, feito com lápis e papel de qualidade.

– Seus desenhos não vão ficar mais bonitos se usar um material mais caro. Tem muita gente que faz trabalhos incríveis com uma caixinha de 12 cores de lápis vagabundo, enquanto eu considero bem medíocres os meus trabalhos com minha caixa de 72 do Mondeluz. Um material bom apenas vai potencializar seu trabalho, e talvez valorizá-lo um pouco, mas nunca vai substituir anos de esforço e treinamento.

– Para usar na faculdade eu acho válido os lápis importados, pois muitos dos trabalhos que fiz durante o meu primeiro ano (2008) já estão bem desbotadinhos. Várias coisas que se faz nessa época acaba indo para o portfólio do artista. É uma pena que a grande maioria dos universitários não tenha grana para investir em materiais bons. Uma máquina do tempo me seria bem útil agora.

June 20, 2015

Lápis, remakes e DA novo!

Posted in Arte, Coisas gostosas, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Dicas tagged , , , , , at 1:29 am by Fer

Essa semana eu quase infartei.

Várias pessoas me mandaram pelo Facebook uma postagem dizendo que o estúdio MadHouse teria sido contratado para fazer um remake de Yuyu Hakusho. Qualquer um que clicasse no link já conseguiria perceber a trollagem, mas na primeira vez que vi esse post, eu estava no pronto-socorro fazendo inalação (tô com pneumonia), ou seja, estava dependendo da internet lenta do celular. Então imaginem o meu desespero: sem poder voltar pra casa, sem internet decente, sem ninguém pra me explicar direito o que tinha no maldito link e ainda por cima respirando uma fumacinha fedida. Só depois percebi que muitas das pessoas que me marcaram naquilo não conferiram o link e realmente acreditaram na notícia. Horas depois, quando voltei pra casa e pude fazer uma rápida pesquisa no Google, cheguei à conclusão de que a obra-prima da minha vida estava intacta. Isso mesmo, bebês! Não vai ter remake de Yuyu Hakusho! Pelo menos não por enquanto.

IMG_20150322_231035428Quis colocar a foto da minha caneca de chocolate quente aqui sem nenhum motivo.

Sempre fui absolutamente contra um remake de Yuyu, ainda mais se for feito pelo MadHouse, que conseguiu fazer tanta cagada em HunterXHunter. Sobre esse último, mal aguentei assistir até o episódio 15, e dizem que depois de sei lá quantos episódios fica bom. Mas pra mim, um anime bom tem que prender o espectador desde o começo. Não vou perder meu tempo assistindo 60 episódios ruins pra só depois começar a gostar da bagaça. Tenho tempo livre, mas não sou idiota. Logo, com relação a HunterXHunter eu prefiro mil vezes o mangá. Dói ver um dos meus mangás favoritos sendo animados com traço porco e dublado com vozes ruins.

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Minha nova caixa de lápis de 72 cores da Mondeluz, junto de um dos meus caderninhos de desenho. Adoro postar foto desse caderno porque a capa dele é o tecido mais maravilhoso que já vi na minha vida.

Mudando drasticamente de assunto, estou aos poucos voltando a desenhar, yeee! /o/

Essa é a minha caixa de 72 cores de lápis Mondeluz, da Koh-I-Noor. São simplesmente os melhores lápis que já usei na minha vida. E olha que já tive lápis Albrecht Dürer, Polychromos e Caran D’Ache. Essas três são ótimas marcas de lápis e quem os tem é um grande sortudo, mas ainda prefiro os Mondeluz. Questão de afinidade, né.

Não sou de ficar mostrando muito, mas aí vai uma pequena galeria e alguns comentários:

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O começo de uma das pinturas do meu Jardim Secreto. Não que eu tenha comprado esses lápis para colorir o livro – não, acho que quem faz isso é louco, ou tá limpando a bunda com dinheiro. Lápis importado é pra treinos e desenhos a sério. Usar um lápis caro desse pra pintar livrinho é um dos maiores desperdícios de dinheiro que existem. Eu só colori essa página da coruja com os lápis importados porque eles tinham acabado de chegar e, apesar de estar doida para estreá-los, eu não conseguia desenhar nada para colorir com eles, então estreei no livro mesmo. O resto dos desenhos do livro tão indo muitíssimo bem com os meus velhos Faber-Castell baratões.

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Ando com muita tara por desenhar elfos. Essa aí foi desenhada no papel vergê marrom e colorida com os Mondeluz. Eles são ótimos para usar em papel colorido porque as cores sobrepõem bastante. São super fortes e ótimos para usar com papel de qualquer cor. Se tiver textura então, fica ainda melhor! Eu gostaria de ter me lembrado de tirar a foto do desenho antes de colorir, só com os contornos, mas esqueci. Porém…

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Com esse outro desenho eu lembrei de tirar a foto antes. Quase nada do papel por baixo fica, a não ser que você queira que ele apareça. Já disse que amei esses lápis?

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Outro desenho usando os Mondeluz, porém esse foi feito no papel branco mesmo. É muito mais fácil lidar com as cores no papel branco, mas confesso que depois de usar papel colorido em dois desenhos seguidos, eu senti que esse ficou pálido demais.

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A página da coruja em mais ou menos 50%… que é exatamente como ela está agora. Isso porque parei de colorir o livro por um tempo, para poder me dedicar apenas aos meus próprios desenhos. E apesar da minha recente tara por lápis de cor, meu material favorito ainda é aquarela.

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Como esse outro elfo cheio de erros de anatomia e que meus alunos juram de pés juntos que é o Frodo…

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E esse incompleto Sr. Tumnus, que fiz no meu caderninho de capa linda.

Em breve, todos eles estarão no meu novo DeviantArt. Junto de outros desenhos novos, assim espero.

Materiais usados nas fotos e desenhos do post:

Aquarelas de pastilha Talens Van Gogh 15 cores

Lápis de cor aquarelável Koh-I-Noor Mondeluz 72 cores

Canetas nanquim Unipin Fine Line de várias espessuras

Canetas gel Signo Uniball nas cores branca e dourada

Canetas-pincel Daiso

Pincéis Reeves de vários tamanhos

Papel vergê marrom 120g/m²

Papel Canson 200g/m²

Papel Montval 300g/m²

March 13, 2015

Pão-duro e recomendations

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios gastronômicos, Dicas, Gordices, Só me fodo., Selo Fer-chan de qualidade at 1:50 am by Fer

Uma coisa engraçada que eu descobri essa semana foi algo que a vida inteira eu chamei de “espátula de silicone”, na verdade tem outro nome.

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Eu queria roxa, mas só tinha amarela. Na foto, euzinha misturando o leite com o fermento na tigela de inox da batedeira pra fazer pão.

Tudo começou quando eu estava lá, de boas, fazendo um bolo lindo para estrear minha batedeira nova, daí peguei a espátula de silicone para raspar as paredes da tigela e meu pai, que já teve uma padaria, exclamou animado: “eu não sabia que esse pão-duro era seu!”. Achei estranho, pensei que ele realmente estivesse falando de um pão que estava duro em algum lugar por ter sido deixado fora do saquinho. Daí ele me explicou que pão-duro é o nome da espátula de silicone que a gente usa na cozinha.

Achei isso bem interessante, porque a ideia dessa espátula é justamente não deixar sobrar nada na tigela. É um acessório bastante útil e acho que todo mundo deveria ter uma.

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Massa do primeiro pão que fiz na batedeira nova.

Sobre a Planetária Deluxe Inox da Arno: comprei por causa da promessa de que ela bate massa de pão. Apesar de ter visto algumas reclamações sobre essa batedeira no site do Reclame Aqui, decidi comprar mesmo assim, porque em outros lugares li críticas boas sobre ela. Além do mais, também precisava de uma batedeira para bolos e coberturas e não podia pagar os absurdos R$2000 de uma KitchenAid. Ok, na verdade eu até poderia se fizesse uma forcinha, mas acho que gastar tudo isso numa batedeira que só vou usar de vez em quando é exagero. Se eu fizesse os meus pães, bolos e cupcakes pra vender, daí sim seria um ótimo investimento. Mas não acho que vale a pena pagar tudo isso num acessório que só vou usar em ocasiões especiais. Então optei por uma mais baratinha mesmo.

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Primeiro pão na batedeira nova.

Bem, essa batedeira de fato bate massas pesadas como as de pão e pizza, porém, ao contrário do que o fabricante divulga, ela mal aguenta massas com 500g de farinha. Só dá para bater pão nela se a receita for pequena, ou se te baixar o espírito do Jack, o Estripador e você fizer a receita em partes. No próprio manual de instruções há uma receita de massa que vai 1kg de farinha e nem tentei fazê-la, porque se não aguentou os 500g de farinha da receita de pão que fiz antes, não é com 1kg que vai aguentar. Depois fiz outra receita com pouco mais de 300g de farinha e até bateu bem e a massa ficou perfeita, mas tive que ficar segurando a batedeira com as mãos porque ela tremeu tanto que parecia que ia levantar vôo a qualquer momento.

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Ela é grande pra cacete. Se sua pia é pequena, é bom você ter um espaço no armário.

Então pra quem tá pensando em comprar, fica a dica: essa batedeira é simplesmente perfeita para bolos e coberturas, mas se você quer comprar para fazer pão, pizza ou outras massas pesadas, ou você faz receitas pequenas (até 300g de farinha) ou investe em uma KitchenAid.

Agora vamos quebrar o gelo comendo um bolo de chocolate com cobertura de cheesecake e calda de amora?

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Bolo:

4 ovos

2 xícaras de açúcar refinado

2 xícaras e 1/2 de farinha de trigo

1/2 xícara de cacau em pó

1 pitada de sal

1 colher de sopa de fermento em pó

2/3 de xícara de leite

1/3 de xícara de óleo

Ligue o forno na temperatura que você sempre usa para assar bolos (a lesada aqui não sabe qual é a temperatura exata, na maioria dos fornos que já usei é o número 3). Bata os ovos até a mistura ficar pálida e fofa. Em seguida misture aos poucos o açúcar e deixe batendo enquanto você peneira e mistura, em outra tigela, a farinha de trigo com o cacau em pó e o fermento. Tem que peneirar bem! Porque uma farinha peneirada melhora o bolo. Além do mais, é bom para desempelotar o cacau em pó. Volte para a batedeira e misture o leite e o óleo, tomando cuidado para não espirrar. Desligue a batedeira e acrescente, aos poucos, a mistura da farinha. Misture delicadamente com uma espátula e finalize batendo na batedeira por alguns segundos, só pra misturar melhor. NÃO DEIXE PASSAR DE 1 MINUTO NA BATEDEIRA! Senão a farinha vai desenvolver o glúten e seu bolo vai ficar uma merda. Aliás, se você realmente confia na sua misturança à mão, nem precisa finalizar na batedeira, eu só faço isso porque seguro morreu de velho (e eu já fiz esse bolo umas 500 vezes, é minha receita básica de bolos de aniversário). Unte uma assadeira, coloque a massa nela, põe no forno por 40 minutos, blá blá blá, acho que todo mundo aqui já fez um bolo ao menos uma vez na vida né? Que bom.

Ah, se você quer uma massa branca, pode substituir a meia xícara de cacau em pó por mais meia de farinha. E se você é intolerante à lactose, pode substituir o leite por leite de coco. Se você quiser fazer as duas coisas (massa branca com leite de coco), também fica muito bom, porque a massa vai pegar o sabor do coco.

PS: se você não tem batedeira, misture tudo à mão mesmo, começando pelos líquidos e colocando a mistura da farinha por último. Só não garanto que o bolo vai ficar tããããão fofinho porque eu nunca fiz essa receita sem batedeira.

Cobertura de cheesecake

150g de manteiga gelada, picada em cubinhos (um tablete tem 200g, corte em 4 e use três partes)

150g de creamcheese, também picado em cubinhos (um pote, eu usei o Philadelphia mesmo)

1 xícara de açúcar de confeiteiro + 2 colheres de copa cheias

1/2 colher de chá de essência de baunilha

Bata a manteiga até ela ficar bem pálida e fofa. Depois disso vá colocando, enquanto bate, os pedacinhos de creamcheese e a essência de baunilha. Desligue a batedeira e misture o açúcar usando uma colher ou espátula, depois volte a bater por uns 2 minutos até incorporar tudo. Não se esqueça de usar uma colher ou um pão-duro para limpar as paredes da tigela. Guarde fora da geladeira, porque você vai precisar que essa mistura ainda esteja mole na hora de colocar no bolo.

PS: é importante usar o açúcar de confeiteiro porque ele é fininho como uma farinha. Se você usar o refinado, vai dar para sentir os grãozinhos. Na primeira vez que fiz essa receita, esqueci de comprar o açúcar de confeiteiro e tentei trapacear batendo o açúcar refinado comum no processador: ele ficou mais fino e ainda deu pra sentir os grãozinhos. Não estragou a receita, ficou boa do mesmo jeito, mas um pacote de glaçúcar custa menos de R$3 e dá pra usar em várias receitas, então não seja pão-duro.

Calda de amora

3 pacotinhos de polpa de amora congelada

5 colheres de sopa de açúcar

1/4 de xícara de água

Misture todos os ingredientes em uma panela de fundo grosso e deixe cozinhar até ficar num ponto um pouco mais mole que calda de sorvete. Eu usei a amora em polpa porque não achei para comprar (nem para roubar de algum pé) aqui na minha cidade, mas se você achar, pode usar 4 xícaras no lugar dos 3 pacotinhos.

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O danado montado. Só a calda aparece.

Montagem:

Espere a massa do bolo e a calda de amora esfriarem. Na própria assadeira, umedeça bem a massa do bolo com leite (eu usei exatamente 1 copo de leite para umedecer o meu bolo, mas se você gosta dele BEM molhadinho, pode usar um pouco mais). Depois que o bolo absorver o leite, cubra com a cobertura de cheesecake e depois espalhe a calda por cima. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir.

Esse bolo é pra comer geladinho mesmo, e é uma delícia porque o azedinho da amora quebra o doce da massa e da cobertura. Huuuuummmmmm!

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Diliça geladinha!

August 4, 2014

As Crônicas Tangerínicas: o Tigre, a Paçoca e a Alfarroba

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Gordices, Que porra é essa? D:, Selo Fer-chan de qualidade tagged , , , , , , , at 2:57 am by Fer

Só avisando que no post de hoje tem um pouco de revolta e dois devaneios gastronômicos.

Comentando rapidamente sobre o assunto da semana: um pai retardado leva seu filho igualmente retardado num zoológico, o moleque enfia a mão na jaula do tigre e o que acontece? É claro, o tigre fica puto e apenas age como um tigre normal. Não queriam ver a porra de um tigre? É, então.

Vou abrir parênteses aqui só para explicar minha posição sobre zoológicos. Muita gente vai me achar super escrota por isso que vou dizer, mas para expressar a minha opinião sobre animais que não sejam cachorro, gato ou qualquer outro tipo de “pet”, vou parafrasear um amigo meu: ou come ou solta. Sou contra zoológicos e acho que quem vai nesse tipo de lugar e sustenta essa indústria não tem nada melhor que bosta dentro da cabeça. Nunca fui num zoológico, mas sei que nunca vou gostar desse tipo de lugar porque já me sinto mal o suficiente quando vejo um passarinho numa gaiola. E acho que definitivamente não é um lugar que se deva levar crianças porque não acho saudável ensinar aos pequenos que animais expostos em jaulas são uma coisa agradável de se ver. Mas beleza, se tem pais que pensam o contrário, quem sou eu pra julgar a quantidade de merda na cabeça deles.

Não vi os videos que as pessoas que presenciaram filmaram porque amigos me disseram que o tigre praticamente dilacerou o braço do moleque. Não tenho estômago pra essas coisas, então vou me basear nos comentários feitos nos videos.

1 – O moleque provocou o tigre insistentemente. Não sei vocês, mas quando eu tinha 11 anos, já sabia que não se podia brincar com um bicho desse tamanho.
2 – O pai do moleque ficou incentivando ele a provocar o tigre. Esse cara deve ter muito cocô na cabeça.
3 – O zoológico tinha grades de proteção e o moleque, incentivado pelo pai, pulou a grade e ficou lá, correndo de um lado pro outro. Se fez isso com um tigre, imagina o que esse projeto de retardado não deve fazer com cachorros, gatos e animais menores e mais indefesos.
4 – O pai disse à polícia que não viu o menino “brincando” com o tigre porque estava ocupado cuidando do outro filho pequeno, mas testemunhas disseram que ele não só viu como também incentivou o comportamento dele. Eu acho que nesse caso ele estaria errado de qualquer forma, porque se não pode cuidar dos dois, não saia com os dois! SEU RETARDADO!

Foda-se se o zoológico deveria ter alguém fiscalizando isso. QUALQUER IGNORANTE SABE QUE NÃO SE DEVE PROVOCAR UM ANIMAL SELVAGEM. Aliás, até cachorro quando é provocado reage como pode, resultando no sacrifício do coitado depois.

Não, não estou colocando a culpa apenas no menino e nem dizendo que ele mereceu perder o braço. O maior culpado disso tudo é o pai, que não cuidou direito e ainda por cima educou mal, isso é fato. Mas com 11 anos de idade, qualquer pessoa que não tenha nenhum tipo de deficiência mental deveria saber que não se provoca nenhum tipo de bicho, selvagem ou não (mas é claro que as consequências sempre serão piores quando o animal é selvagem).

Sobre o zoológico: não sou de defender esses filhos da puta, mas na minha visão eles não tem culpa alguma. Tinha grades, tinha aviso. Se o pai e o garoto não tiveram a capacidade de respeitar nenhuma dessas duas coisas, não seria um guardinha de zoológico que teria autoridade para parar com a “brincadeira”.

*aguardando video do Cauê Moura sobre o caso*

Momento revolta passou, agora vamos falar de coisa boa.

Hoje em Sampa fiz o Sr. Fernanda me levar no Shopping Bourbon para passearmos um pouco antes de eu voltar para casa. Passamos no Záffari que tem lá (pra quem não conhece, o Záffari é uma rede de supermercados do Rio Grande do Sul) para comprar algo que vem sendo o alvo da minha lombriga há um bom tempo: Paçoquita Cremosa.

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Preço: achei caro, considerando-se que o preço sugerido é R$5,99 pelo pote de 180g. Paguei R$9,60 com um pouco de dor no coração, porque aquela Nutella grande de 350g estava R$9,90. Mas comprei porque a lombriga tava forte e não sabíamos de nenhum outro lugar que vendia isso.

Sabor: achei bem gostosa. Eu diria que é uma versão um pouco mais suave e levemente menos doce que a Paçoquita tradicional. Acredito que tenha sido feito dessa forma para não “enjoar” o consumidor, porque se fosse exatamente o mesmo gosto, ficaria enjoativo. Não sei se deu para entender. Ela tem pedacinhos de amendoim e é bem cremosa mesmo, não é igual ao Amendocrem que é mais durinho. Passei um pouco numa bolacha água e sal e achei que a combinação ficou boa. Não passei no pão porque não gosto de misturar pão com coisas doces, mas quem quiser experimentar fique à vontade. Pão com Nutella é heresia pra mim, Nutella se come com bolacha, não com pão.

Custo-benefício: acho que só pra quem ficar realmente viciado em Paçoquita Cremosa vale pagar quase R$10 por um potinho desse tamanho. O Sr. Fernanda reparou no próprio supermercado que com essa grana você compra um pote de 300-e-sei-lá-quantos-gramas de Paçoquita em formato de rolha ou aquela outra retangular. Se o preço fosse os R$5,99 sugeridos pela empresa, ok, até seria possível. Mas não acho que vale a pena pagar quase o preço de um pote grande de Nutella por um produto que vem metade da quantidade da mesma.

Vou abrir aspas aqui para falar sobre o Amendocrem: comprei um potinho uma vez para rechear cupcakes e também gostei bastante, achei o sabor bem parecido com a Paçoquita e até chamei os cupcakes que fiz de “cupcake de Paçoquita” porque né, se eu falasse “cupcake de Amendocrem” seria capaz das pessoas não quererem comer por não saber do que se tratava. Mas o pote ficou rodando aqui em casa por ser enjoativo. Quem achar que não vale a pena pagar R$10 por um pote de Paçoquita, o Amendocrem é um bom substituto, uma vez que custa metade do preço. Mas já vou avisando que esses dois foram os únicos cremes de amendoim que já comi, então não posso comparar com os outros.

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Uma coisa que eu vejo há muito tempo na parte do caixa de restaurantes aqui na minha cidade é a tal da alfarroba. Ô nome feio, não dá vontade de comer isso se você for só pelo nome. Mas de tão curiosa, acabei pesquisando o que é essa tal de alfarroba e achei esse site.

De acordo com o que diz o site: “A alfarroba, carob em inglês, é o fruto de uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo, semelhante à vagem do feijão, de cor marrom escuro e sabor adocicado. O pó que é utilizado para substituir o cacau é derivado da polpa dessa vagem que é torrada e moída. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau, tanto no seu conteúdo nutricional, quanto em relação à ausência de estimulantes, como a cafeína e teobromina, além de possuir baixo índice glicêmico, de acordo com recente pesquisa elaborada pela Universidade Federal do Paraná.”

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Quandi li isso, eu já sabia que o sabor dela não seria exatamente o mesmo que o do chocolate, mas mesmo assim fiquei doida para experimentar. O problema é que esse negócio não é fácil de achar, principalmente em uma cidade pequena como a minha. Os lugares onde eu vejo isso aqui são restaurantes e casas de produtos naturais, mas eles só tem a alfarroba com coco e com banana. Odeio banana e não gosto de nada que tenha coco ralado no meio porque detesto a sensação de morder os pedacinhos, então fiquei esperando o dia em que eu encontrasse essa belezinha pura ou pelo menos com alguma coisa que eu goste no meio.

Acabou que achei alfarroba com castanha de caju numa lojinha de produtos naturais do Bourbon, antes de ir no Záffari comprar a Paçoquita Cremosa. A moça do caixa até tentou me empurrar uma de banana, que era mais cara, mas eu gentilmente disse que odeio banana e que só queria comprar uma barrinha para experimentar.

Sabor: é parecido com chocolate, mas se você é um verdadeiro chocólatra, não substitui o nosso lindo derivado de cacau. Dei uma olhada no site e descobri que esse produto foi criado pensando nas pessoas que são: alérgicas a cacau (eu nem sabia que isso existia), diabéticas, intolerantes à lactose e também quem não pode consumir glúten. Então, se você não tem nenhum desses problemas, não acho que vale a pena substituir. É claro que sempre tem o pessoal natureba que mesmo não tendo esses problemas, vai acabar preferindo a alfarroba por questões de saúde, mas nééééé, quem é gordo de cabeça nunca pensa nisso.

Preço: R$2,10 por uma barrinha minúscula. Só vale a pena se você for intolerante às coisas que citei ali em cima e estiver desesperado por um doce.

Custo-benefício: se eu fosse intolerante a essas coisas todas aí, sinceramente preferiria o Choco-soy, já que é igualmente caro. Já comi uma vez e achei bem mais parecido que o chocolate do que a alfarroba. Se você quiser comprar para experimentar tá valendo, mas para satisfazer o desejo por gordice você precisaria de muitas dessas barrinhas.

E sim, eu como muita porcaria, mas por curiosidade sempre acabo experimentando as versões saudáveis da gordice nossa de cada dia. Afinal, vai que um dia os caras conseguem fazer uma versão saudável com o mesmo sabor. Não custa nada sonhar.

Status: bebendo o que eu desejo profundamente que seja a minha última Coca do mês porque quero muito parar de beber refrigerante. No próximo post eu conto se consegui.

 

***UPDATE***

Todo mundo sabe o quanto está difícil encontrar a Paçoquita Cremosa, então resolvi procurar uma lista de lugares que estão vendendo essa belezinha na cidade de São Paulo. Achei a lista de endereços nesse site aqui.

Vale lembrar que eu comprei a minha (e paguei meio caro) no Záffari no Shopping Bourbon, por isso se alguém aí achar em outro lugar, diga o preço que pagou para ajudar a galera.^^

Adega da Bandeira: Avenida 9 de Julho, 82, Bela Vista.

Comércio de Doces Três Rosas: Rua Três Rios, 147, Bom Retiro.

Mercadinho Expresso: Rua Dona Antonia de Queirós, 470, Consolação.

Mercado Remax: Rua Bela Cintra, 413, Consolação.

Mercadinho Alagoas: Rua Alagoas, 29, Consolação.

Chelly Bomboniere: Rua da Consolação, 323, Consalação.

Doceria Angélica: Avenida Angélica, 2072, Consolação.

Supermercado Carioca: Rua Álvaro do Vale, 412, Ipiranga.

Entre Delícias: Rua Iaiá, 178, Itaim Bibi.

Empório São Pedro: Rua Salvador Risoleu, 340, Jardim Peri Peri.

Empório dos Servidores: Rua Vergueiro, 457, Liberdade

Mercado Caramanti Doces: Avenida Bernardino de Campo, 12, Paraíso

Yamada Bomboniere: Avenida Ipiranga, 318, República

FF. Doces Comercial: Rua do Arouche, 178, República

Sacolão São Jorge: Rua Dom Vilares, 1 700, Sacomã

Hortifruti Nazaré: Praça Professora Emília Barbosa de Lima, 3. Vila Madalena

Shokiti: Rua Gomes de Carvalho, 1 285, Vila Olímpia

Mercadinho e Panificadora Souza: Rua Raul Pompeia, 1 141, Pompeia

Empório Villamarin: Rua Capituba, 106, Vila Regente Feijó

Luck Empório: Rua Aristides Viadana, 180, Vila Romana

Mercado Joy: Avenida Lins de Vasconcelos, 3 329, Aclimação.

BBB Mercearia: Rua Castro Alves, 312, Aclimação.

Mercadinho Nicky: Rua Bueno de Andrade, 323, Aclimação.

Mercadinho Happy Day: Rua Muniz de Souza, 91, Aclimação.

June 19, 2014

Devaneios de uma aprendiz de costureira

Posted in Coisas gostosas, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios, Dicas, Diversos, Selo Fer-chan de qualidade at 3:53 am by Fer

Empolguei nas ideias aqui, então post novo!

Feriadão chegando, então vou passar 6 dias morgando em casa. Daí você deve estar perguntando “mas Fer, o feriado é na quinta e como você é uma professora lymda e xeroza, sexta tem ponto facultativo, daí você morga de novo no sábado e no domingo. Isso dá 4 dias, mas como você vai passar 6 dias morgando?”. Daí eu respondo, jovem padawan: terça-feira é aniversário da minha cidade, e como eu não trabalho de segunda-feira, serão 6 dias inteiros de pura morgação, costurices e sonecas fora de hora. Já tenho uns projetos em mente e se eu conseguir finalizar metade deles já vou ficar muito feliz. Adoro fazer almofadas. ❤

Antes de começar, dedico esse post à Clarinha porque foi graças a uma dúvida dela que resolvi escrever sobre isso.

Como eu já disse no post anterior, em abril eu comprei minha primeira máquina de costura, porque sempre sonhei em ter uma, blábláblá whiskas sachê. Pra não dizer que eu nunca tive uma antes da Winona, em 2007 comprei uma daquelas maquininhas de mão que parecem um grampeador. São horríveis de usar, mas quebram um galho. Ainda tenho ela, até que funciona bem se a pessoa tiver paciência.

O post de hoje é sobre isso: como uma iniciante na costura escolheu a sua máquina. Porque pra quem já costura há um tempo é fácil fazer uma lista com um monte de marcas, preços e recomendações, mas nem sempre os reviews das pessoas experientes atendem a uma situação bastante comum no mundinho dos iniciantes: pouca grana.

Graças a isso, se tem uma coisa que definitivamente não foi fácil, foi escolher QUAL máquina comprar. Eu não conheço nenhuma costureira que pudesse me falar sobre isso, e só existiam duas pessoas com as quais tinha (e ainda tenho) contato e que puderam me ajudar com isso, mas são amigos que moram longe e eu queria uma opinião mais perto aqui de mim. Passei muitos dias pesquisando, lendo fóruns e blogs de costura. Perdi a conta de quantos reviews cheguei a ler. Então vou compartilhar esse resuminho da minha ampla pesquisa sobre como escolher a sua primeira máquina de costura!

Pra começar, dei uma olhada em reviews na internet e confirmei o que eu já sabia: a maioria das pessoas recomenda máquina da Singer. Elgin e Janome também têm uma boa parcela de fãs, mas não me interessei por elas por dois motivos:

1 – Moro numa cidade pequena e pretendia comprar pessoalmente em alguma loja, e antes de sair procurando nas lojas e confirmar a minha teoria, eu já sabia que aqui só ia ter Singer.

2 – Os preços da Elgin e da Janome estavam bem próximos aos preços das máquinas da Singer que eu tinha em mente.

Não sei vocês, mas minha cabeça funciona assim: se bastante gente recomendou um produto que custa mais ou menos o mesmo que outro produto semelhante de marca diferente que foi recomendado por menos pessoas, é claro que eu vou escolher o produto que teve mais recomendações. Questão de lógica.

Então fui numa loja de máquinas de costura aqui da minha cidade para ver pessoalmente as belezinhas, com a esperança de me deixarem experimentar alguma delas. O lugar, além de loja, também é uma oficina de máquinas. Entrei e disse ao rapaz que me atendeu que eu queria comprar uma máquina, mas não sabia qual, já que não tinha experiência e não conhecia ninguém que pudesse me ajudar. Quando notou o quão inexperiente eu era, os olhos do cara até brilharam, porque ele vende umas máquinas da Elna, uma marca que eu nunca ouvi falar. Educadamente, eu disse que não conhecia aquela marca e perguntei sobre a Singer, daí ele se irritou e disse que não vende Singer porque, de acordo com ele, as máquinas dessa marca só dão problema e que boa mesmo era a Elna. Além de achar estranho a única pessoa que vi metendo o pau na Singer ser uma pessoa que conserta as máquinas e não as usa, também achei essa Elna bem cara, pois eu não estava disposta a pagar mais de R$400 por ela, já que no mesmo dia eu tinha visto uma Singer Promise 1408 em promoção no Ponto Frio por R$349. Quase que saí de lá dizendo “mas é óbvio que ninguém manda máquina da Elna pra assistência, ninguém aqui tem máquina dessa marca!”. Porque fala sério, se praticamente todas as máquinas domésticas que são vendidas aqui na minha cidade são Singer, É CLARO que só vai dar Singer na assistência técnica.

Aliás, vou abrir parênteses sobre uma coisa que eu senti logo na primeira vez que fui comprar acessórios de costura: em cidade pequena, costurar parece ser considerado coisa de gente velha. Agora as atendentes das poucas lojas de tecido e artesanato que tem aqui da cidade já se acostumaram comigo porque toda semana eu dou uma passadinha nelas, mas no começo todo mundo me olhava com cara de espanto quando eu queria comprar um tecido ou um giz de alfaiate. O que eu mais ouvi nas primeiras semanas foram  “nossa, mas tão novinha!”. Cara, isso parece coisa que se fala quando uma pessoa jovem morre. Daí eu fico pensando: se tem tão pouca gente jovem que se interessa por costura, logo são poucas as pessoas que vão comprar máquina pela internet. A tiazinha sessentona que acabou de aposentar e tá a fim de costurar fuxico e pano de prato pra rifa da igreja dificilmente vai comprar uma máquina pela internet, então vai procurar em alguma loja da cidade, logo ela vai comprar uma Singer porque é a única marca que eu achei pra vender aqui. E olha que rodei por TODAS as lojas de eletrodomésticos.

Ok, agora paremos de falar nos motivos pelo qual o técnico estressadinho lá só conserta máquina da Singer na loja dele e voltemos à programação normal.

Já tinha decidido qual marca comprar, agora faltava escolher o modelo. Como eu já havia dito, tinha a Promise 1408, que me interessou por causa do preço. Não queria pagar muito caro porque não sabia se ia gostar de usar a máquina, mas então conversei com uma amiga que faz patchwork e ela me falou da Brilliance 6160, que até me interessou, mas na época estava custando R$689 em alguns sites e achei meio caro. Babei por essa máquina assim que vi o que ela faz: é eletrônica e tem um monte de pontos decorativos lindos, que na hora de customizar roupas são uma verdadeira mão na roda, mas o preço dela ainda me incomodava. Eu até já tinha gerado o boleto da compra da Promise 1408, mas como ainda tinha 3 dias úteis para pagá-lo, resolvi usar esse tempo para pensar melhor. Foi então que pensei: “cara, eu quero uma máquina de costura há mais de 10 anos. São mais de 10 anos de tesão reprimido. Mereço!”. Foi aí que joguei fora o boleto da 1408 e comprei a Winona, a Singer Brilliance 6160 que a Rosana me indicou, no site da Americanas.

Se eu gostei: eu não sei dizer se é a melhor máquina do mundo porque foi a primeira máquina que usei, nunca havia usado nenhuma outra antes de comprar a Winona. Como foi a única que usei (além da minha maquininha de mão e daquela máquina industrial do tinhoso que agora eu uso no meu curso), posso dizer que tô bem satisfeita com ela. É bem forte, costura várias camadas de jeans numa boa e tô conseguindo usar com bastante facilidade tanto para artesanato quanto para costurar peças de roupa. Uma máquina de costura boa tem que costurar pelo menos 3 camadas de jeans sem quebrar a agulha ou fazer algum barulho anormal.

Mas hey, paguei quase R$700 na máquina de costura porque eu PUDE fazer isso, já que eu trabalho e tipo, recebo dinheiro todos os meses. Só que eu era uma fodida sem grana pra nada até uns dois anos atrás, e é justamente por não me esquecer dessa época que eu não serei aquela chata que só vai recomendar a máquina cara que comprou. Vou compartilhar com quem estiver lendo uma palhinha dos reviews que vi por aí. São as máquinas mais baratinhas com o melhor custo-benefício que encontrei nas minhas andanças por fóruns de artesãs e costureiras. Lembrando que todas elas fazem costura reta e zigzag, que são essenciais.

 

Marca: Singer

A Promise 1408 e a Promise 1409 me parecem iguais. A 1408 está cada vez mais difícil de achar em alguns sites, mas nas lojas físicas ainda deve ter uma ou outra dessa. A 1409 parece ser só um modelo mais atualizado da 1408, já que as duas tem as mesmas especificações. Preço: a 1408 estava custando pouco menos de R$400 quando procurei para comprar e acredito que hoje em dia o preço não esteja diferente, mas por ser uma linha mais atualizada, a 1409 está entre R$400 e R$500.

Se a Fer recomenda: sim, é Singer, né. Se até a máquina mais barata da Singer é boa, então todas são. E essas aí que eu citei têm todas as funções básicas, vários pontos além do reto e zigzag, usam agulha dupla, fazem casa de botão, pregam zíper e aguentam várias camadas de tecido, inclusive jeans.

 

Marca: Elgin

Para quem não pode pagar muito, a Elgin Bella seduz bastante, já que ela não custa mais de R$250,00, mas ela não costura com agulha dupla, não prega botão, não faz casa de botão e tem só 8 tipos de pontos. Pregar botão é uma coisa que dá pra fazer manualmente, mas agulha dupla e casa de botão são funções importantíssimas quando você quer customizar as suas peças ou até mesmo fazer as suas próprias roupas. Na minha opinião, essa máquina só deve servir pra fazer pequenos reparos em roupas, e mesmo assim com funções bem limitadas, já que não costura nada grosso (no próprio anúncio dela diz que não é própria para costurar tecidos grossos como o jeans, por exemplo). Também deve dar para fazer um patchwork BEM basicão e só. Lembro de ter visto em algum lugar uma pessoa dizendo que comprou essa máquina e odiou, daí deu para a filha brincar, mas não lembro onde foi.

Se a Fer recomenda: depende. Ela deve ser útil se você só vai costurar coisas BEM leves e não vê necessidade de pagar mais caro numa máquina com funções que você não vai usar. Costurar jeans e/ou fazer barra de calça? Esquece. Customizar roupas? Só se for um trabalho bem leve e básico.

As máquinas baratonas da Elgin que valem mais a pena são a Supéria JX-2050, a JX 2080 Decora e a Genius JX-4000, pois elas tem funções similares às Singers que citei ali em cima. Não custam mais de R$500, mas se você procurar bem, deve achar uma promoção de alguma delas por menos de R$400. Pelo que eu vi em alguns reviews, elas dificilmente dão problema.

Se a Fer recomenda: sim, mesma coisa que eu disse ali sobre as Singers.

 

Marca: Janome

A mais barata é a Janome Sew Mini, que custa por volta dos R$200. Esse preço parece ser bastante interessante, mas qualquer procurada que você der em reviews de gente que comprou, você descobre que ela é bem fraquinha. Ela parece ser pior que a Elgin Bella, pois além de não fazer as coisas que a Elgin Bella também não faz, ela só tem 2 tipos de pontos (reto e zigzag, o básico do básico) e não prega zíper… a Elgin Bella pelo menos prega zíper e tem 8 tipos de pontos, apesar de também parecer ruinzinha.

Se a Fer recomenda: mesma coisa que falei ali em cima sobre a Elgin Bella.

Pelo que eu li por aí, a tal da Janome 2008 tem funções similares às Singers 1408/1409 e às Elgin que citei, então falar sobre as funções dela seria só repetir o que eu já disse ali em cima. Custa entre R$400 e R$500 e pelo que eu li por aí, ela é bem forte, silenciosa e quase não dá problema.

Se a Fer recomenda: sim, mesma coisa que eu disse ali sobre as Singers e as da Elgin (tirando a Elgin Bella). Confesso que, quando eu tava querendo a Singer 1408, a Janome 2008 era a minha segunda opção, já que todo mundo fala muito bem dessa máquina nos reviews.

Algumas considerações finais:

Não adianta nada você comprar a máquina mais cara do mundo e não saber usar direito. Eu já embolei muita linha e já quebrei várias agulhas na Winona por descuido, mas uma vez que você se entende com a sua máquina e aprende a mexer nas funções dela, esse tipo de coisa não vai mais acontecer. Por exemplo:

Quando a agulha quebra: desde que comprei a Winona, já quebrei três agulhas (a primeira foi uma dupla – eu quase chorei porque uma agulha dupla custa 9 reais aqui na minha cidade – e depois foram duas normais – quase chorei de raiva porque achei que tinha estragado a peça, mas acabou dando tudo certo, e essa agulha custa só 1 real, não doeu no bolso). A dupla eu quebrei fazendo um viés super grosso usando um tecido que já era grosso, e as outras duas agulhas que eu quebrei foram quando fiz barra de calça jeans. Além disso, quando eu costurava tecido grosso e a agulha não quebrava, a máquina fazia um barulho estranho que me deixava com medo de acontecer algo pior do que quebrar a agulha. No começo fiquei meio desesperada, porque achei que nunca seria capaz de costurar tecidos grossos com ela sem acontecer isso. Pode parecer besteira, mas eu achava que o problema era a potência da máquina. Cheguei a me arrepender por uns dias de ter comprado a Winona, achei que deveria ter comprado uma máquina mais forte, daí descobri que existiam agulhas mais grossas. Comprei uma e fiz uma barra de calça. Consegui costurar normalmente: a agulha não quebrou e a Winona não fez nenhum barulho fora do normal. Tão vendo como uma coisa ridiculamente simples faz a diferença?

Quando a linha embola: eu não sei qual é o problema da maioria das pessoas que diz que a linha embola o tempo todo, mas embolação de linha pode acontecer por causa dos mais variados motivos. Pra quem nunca usou uma máquina antes: nos primeiros pontos é bom segurar a linha com a mão porque senão ela pode entrar dentro da bobina, daí embola lá dentro e pra tirar é um saco. No meu caso, ela embolava porque eu nem sempre lembrava de segurar a linha antes da costura começar. Agora que eu peguei o hábito, sempre seguro e desde então a linha nunca mais embolou por esse motivo. Quando o tecido é muito mole e chato de costurar (até agora os únicos tecidos chatos que costurei foram viscolycra e musseline), às vezes ele também entra, se você não tiver cuidado na hora de costurar. Parei de ter esse problema quando entendi que tecidos mais chatos devem ser costurados com mais cuidado e com uma velocidade menor. Não é bom socar o pé no pedal com todos os tecidos, viu? Lembrando que só estou citando os tipos de problema que EU tenho porque não sei como resolver situações pelas quais ainda não passei.

Agulha quebrada e linha embolada eram os meus principais problemas com relação à máquina. Agora os problemas que eu tenho não tem nada a ver com a Winona e sim com outras coisas relacionadas à costura, como moldes, corte de tecido e outras coisinhas que eu vou consertando à medida que pego prática. E acho que isso é normal com todo mundo.

 

Eu queria falar sobre acessórios indispensáveis para a costura, mas vou parar o post por aqui porque acho que já ficou grande demais. Depois faço outro post só sobre isso.^^

 

Status: enrolada no cobertor, esperando o sono chegar.

March 28, 2014

Paradoxos alimentares

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Gordices, Selo Fer-chan de qualidade, Sobre o lindo ser que vos escreve ♥ tagged , , , at 10:31 pm by Fer

Essa semana eu fiz uma descoberta que vai revolucionar a minha dieta. E também a de quem tiver saco pra ler esse texto até o fim e levar a sério.

Tudo começou quando eu tinha uns 5 ou 6 anos e às vezes ia passar uns dias das férias na casa de uma tia. Às vezes minha mãe não ficava junto, simplesmente me levava e voltava pra casa, para me buscar dias depois, já que ela não tinha tanta disponibilidade de ficar mais que dois dias por lá. Então minha tia e minhas primas me paparicavam muito, me davam tudo o que eu queria (na medida do possível, claro), me deixavam comer tudo o que eu queria, me levavam onde eu queria, enfim, eu era a típica sobrinha que adorava ir até o lugar porque sabia que era sempre festa. E nessa de ~mimar a criança que só vem aqui uma vez por ano~, minha tia até já sabia o que não podia faltar no armário quando me recebia: miojo. Sempre que me perguntavam o que eu queria no almoço, eu logo respondia que queria “a sopinha da Mônica”. Sim, tinha que ser o miojo da Mônica, senão eu não comia. Sim, eu reparava no pacote. E sim, eu chamava de “sopinha” porque minha tia não escorria a água do macarrão e ele ficava aguado, de modo que eu comia aquilo usando um garfo AND uma colher.

Eu tinha overdose de miojo quando ia lá porque aqui em casa esse tipo de comida nunca foi permitida quando eu era criança. Na verdade, até hoje o pessoal ainda olha torto pra miojo, sopas de caneca, salgadinhos e essas outras delícias cancerígenas e entupidoras de artérias. Daí eu visitava essa minha tia e comia as três versões do miojo da Mônica, mas o meu preferido era o de tomate. E ainda é. Eu praticamente só compro desse sabor quando tô a fim de comer isso, a não ser que esteja em falta no mercado onde costumo fazer compras: nesse caso, pego o de carne, mas ainda assim tem que ser o da Mônica. Sei lá, é diferente, parece que é mais gostoso, mas nunca comparei com a composição do miojo normal pra ver se realmente tem alguma coisa diferente além do pacote. Só sei que, depois que fui aos poucos parando de ir à casa dessa minha tia, também parei de comer miojo.

O tempo passa, a Fer cresce, o cão late e o urso panda.

Foi na faculdade que aperfeiçoei minhas técnicas de fazer comida rápida, e voltei a consumir miojo. Não que eu não tivesse tempo de cozinhar, mas a preguiça era enorme. Enjoei rapidamente daquela receita básica, com o macarrão aguado, parecendo lámen. Várias versões foram criadas: com pedaços de frango, de carne, de salsicha (hoje tenho nojo disso), com requeijão, e até substituí o pacotinho de tempero por um pacote de sopa de caneca. Ficou bem cremoso. Ou então apenas a versão clássica mesmo, mas sem ser aguado. Não sei porque, mas criei um asco enorme por miojo aguado.

Ontem, saindo do trabalho, passei no mercado comprar o meu lindo miojo de tomate pra almoçar, já que eu não tinha nada pra comer em casa (leia-se: “não tinha nada já pronto”) e, claro, estava com uma preguiça enorme de cozinhar. Então me deparei com algo que parecia interessante: miojo light de tomate. Fiquei meio com o pé atrás porque eu já havia experimentado um miojo de galinha light ainda esse ano e detestei, não dei nem duas garfadas e tive que jogar o resto na privada porque aquela tranqueira não descia de jeito nenhum. Mas o fato de ter uma versão light do de tomate, que sempre foi meu amorzinho delícia éssidois, me chamou a atenção e resolvi dar uma segunda chance.

ImageTaí o danado.

Agora é a hora em que abro parênteses para deixar claro que não quis experimentar a versão light por motivo de regime, porque eu acho que quem quer emagrecer tem que comer comida de verdade e não essas porcarias. Eu só queria experimentar alguma opção menos gordurosa, pois miojo me pesa um pouco no estômago e eu me sinto anormalmente estufada depois de comer um. Isso também acontece quando como qualquer iogurte grego que não seja aquele lindo do Yogreco da Salute (só o de blueberry, claro, porque os outros sabores são horríveis). Parênteses à parte, decidi comprar dois miojos de tomate: um desse light, para experimentar, e um da Mônica, caso o light fosse tão ruim quanto o de frango…

E NÃO É QUE O BICHO É BOM PRA CARAMBA?

Sério, eu tava esperando ser no mínimo um pouco menos gostoso que o da Mônica, porém melhor que o de galinha. Mas esse negócio me surpreendeu. Ele consegue ser tão gostoso quanto o da Mônica.

Pontos positivos:

– A massa é integral. Não que quem vai comer miojo se preocupe com isso, e não que seja realmente uma grande diferença, e não que eu acredite que foi realmente feito com farinha integral, mas sei lá, pelo menos dá pra enganar o seu psicológico, já que hoje em dia a gente tem essa paranóia de achar que tudo o que é integral é mais saudável.

– Demora menos para cozinhar. Ok, não que um miojo comum demore tanto, mas pra ficar bem molinho do jeito que eu gosto, ele demora.

– O macarrão é mais fino. Provavelmente é por causa disso que demora menos para cozinhar. E eu adoro macarrão bem fininho! *-*

– Ele parece ter menos corante que o da Mônica. O tempero do da Mônica é bem vermelho, enquanto o desse é laranja. Normal, já que coisas light costumam ter menos cor que as coisas normais.

Pontos negativos:

– Ele tem menos sal, então é bom colocar uma pitadinha junto com o tempero. Chuto que isso é porque uma das propostas dessas coisas ~mais saudáveis~ é reduzir a quantidade de sal na composição.

– Ele é mais caro que o miojo comum, mas acho que ninguém fica mais pobre por causa de 30 centavos. A não ser que você coma isso todos os dias. XD

No geral, é um ótimo sabor de miojo e quebrou bem aquela regra do “light é horrível”.

 

Status: puta da vida porque meus bombons não deram certo.

March 5, 2014

Livros, filmes e bolinhos perfeitos

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Filmes, Gordices, Livros, Selo Fer-chan de qualidade tagged , , , , , , , , at 5:45 pm by Fer

O Carnaval passou e agora a gente tá curtindo essa chuvinha deliciosa.

O meu feriado foi produtivo: fiz uma maratona de filmes com o sr. Fernanda. Assistimos todos os Harry Potter, já que estamos na vibe de ler os livros. Aliás, tô achando os livros super legais e dinâmicos, mas nunca vou saber se é porque eles são assim mesmo ou se é porque resolvi lê-los depois de terminar os 5 livros d’As Crônicas de Gelo e Fogo do George Martin, que todo mundo sabe que são meio grandinhos. Apesar de eu até agora não ter achado que as adaptações de HP para as telas não tenham ficado ruins como os fãs xiitas sempre reclamam, os livros explicam muita coisa que os filmes nem mencionam.

Além desses, também assistimos Thor II. Só não entendi uma coisa: se tavam dizendo que o Loki não ia mais aparecer, porque é que fizeram um final daquele? Qualquer que seja a resposta, não vejo a hora de ver o Hiddleston nas telonas de novo, porque o verdadeiro vilão desse filme foi bem fraquinho. Coisa que eu acho um absurdo, porque o meu querido Christopher Eccleston merecia um papel melhor.

É claro que filme combina com pipoca e outras guloseimas para você comer enquanto assiste. Então o post de hoje será dedicado à receita de bolinhos parecida com a que eu fiz para eu e o sr. Fernanda comermos no feriadão.

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“OMFG, I’m naked!”

Muffins rápidos e perfeitos de baunilha com gotas de chocolate

Rende 6 bolinhos

Ingredientes:

1 ovo

4 colheres (sopa) de farinha

4 colheres (sopa) de açúcar

4 colheres (sopa) de iogurte natural

3 colheres (sopa) de manteiga

1 colher (chá) de fermento em pó

1 colher (chá) bem rasa de essência de baunilha

4 colheres (sopa) de gotas de chocolate

Modo de preparo:

Ligue o forno. Em uma tigela, usando uma colher, um fouet ou então uma pá de batedeira (já que ela tem o formato parecido com o do fouet), misture todos os ingredientes, menos as gotas de chocolate. A tigela nem precisa ser grande porque a receita é pequena. Tem que misturar muito bem: se aparecerem pelotinhas, esmague elas na parede da tigela usando a colher e continue misturando. Depois que a massa estiver bem misturada e lisinha, coloque as gotas de chocolate e mexa delicadamente para elas se misturarem. Se você achar que são poucas gotas de chocolate, coloque mais uma colher. Preencher no máximo 2/3 da altura das forminhas com essa massa e assar entre 16 e 20 minutos. No meu forno deu 16 minutos certinho, mas nem todos os fornos são iguais, né. Nunca ultrapasse 20 minutos, senão a massa fica seca e meio dura. Deixe esfriar, ou então ataque os bolinhos quentes mesmo.

Bem fácil, né? Eu só sujo a tigela e umas 3 colheres quando faço essa receita. Como ela assa bem rápido, é algo que pode ser feito para comer num lanche da tarde, para reuniões de última hora, ou qualquer outra ocasião. Como já foi falado ali em cima, essa receita rende 6 bolinhos, mas se você quiser mais, é só dobrar a quantidade de ingredientes.

Eu acho que essa receita não precisa de cobertura porque já tem as gotinhas de chocolate no meio, mas se você preferir, pode cobrir com brigadeiro ou com o mousse de chocolate que eu ensinei a fazer aqui.

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A massa ficou úmida e bem fofinha. As gotinhas de chocolate se concentram mais no meio/fundo do bolinho porque são mais pesadas que a massa, por isso elas dificilmente aparecem por cima do bolinho.

FAQ:

Pode fazer sem as gotinhas de chocolate?

Pode, porque essa massa fica bem fofinha e deliciosa de qualquer jeito. Na primeira vez eu fiz sem as gotinhas e ficou tão boa que o sr. Fernanda quis comer só a massa pura, sem mais nada junto.

Pode substituir as gotinhas de chocolate por chocolate em barra picado?

Nunca tentei. As gotas de chocolate são próprias para irem ao forno, mas o chocolate em barra não é, então ele pode queimar. Mas na verdade, não compensa usar o chocolate picado porque gotinhas de chocolate de marca boa são até um pouco mais baratas que a barra. Uma barra de 170g custa entre R$4,00 e R$5,00, enquanto paguei R$2,49 por 166g de gotinhas numa lojinha de festas perto da minha casa. Então não é interessante usar chocolate em barra, tanto do ponto de vista culinário quanto do ponto de vista econômico.

Pode usar outra essência que não seja a de baunilha?

Pode. A próxima vez que eu for fazer essa receita, pretendo usar uma essência de avelã que comprei e ainda não usei. Acho que fica bom com qualquer tipo de essência, desde que você não exceda a quantidade de 1 colher de chá. E essa colher não pode ser cheia, tem que ser rasa!

Pode usar outras coisas no lugar do iogurte natural, e se sim, quais?

Pode, mas se for algo que tem sabor, é só não colocar a essência de baunilha. Eu às vezes uso leite de coco, pois fica com um sabor de coco ótimo. Substituir o iogurte natural por Danoninho ou algum outro iogurte saborizado também é válido, mas como o sabor do iogurte fica na massa, novamente não ponha a essência. Também dá pra substituir o iogurte por leite comum, mas eu não gosto de fazer isso porque a massa fica mais fofinha com iogurte ou leite de coco.

Pode fazer essa massa de chocolate?

Pode. É só tirar a essência de baunilha (ou qualquer outra que você for usar) e, no lugar, colocar uma colher de sopa de cacau em pó. Não recomendo o chocolate em pó porque ainda não fiz essa receita com ele e não sei qual resultado dá, quem quiser testar fique à vontade, mas não garanto que vai dar certo. O importante mesmo é jamais usar achocolatado nessa receita, porque sempre acontece alguma desgraça na massa quando resolvo usar isso. Nescau é bom no leite, mas horrível no bolo.

Pode colocar pedaços de fruta ou de paçoca no lugar das gotinhas de chocolate?

Nunca testei, mas quem quiser testar fique à vontade e, se não tiver banana no meio, pode me convidar para comer se ficar bom. Se algum dia eu achar mirtilo (blueberry) pra vender na minha cidade, com certeza vou querer testar.

Pode fazer os bolinhos coloridos?

Sim, fica lindo! É só colocar algumas gotas de corante em gel no meio dos ingredientes. Eu não recomendo o corante em pó porque acho que ele deixa gosto na massa, além de dar trabalho para fazer esse danado dissolver completamente. Também não recomendo o corante líquido porque ele é bem fraco, precisa colocar bastante para a cor ficar forte, e isso pode alterar a textura da massa. O corante em gel é perfeito porque bastam poucas gotinhas para a cor ficar forte, além de ele não deixar sabor. Dica: se você fazer essa receita usando o corante, evite usar tigela de plástico branco porque o corante em gel pode manchar alguns tipos de plástico. Se você tiver uma tigela de vidro ou cerâmica é melhor, mas se não tiver, esteja preparado para ter o maior trabalho tentando remover as manchinhas do plástico depois.

February 23, 2014

Aquele post em que a Fer recomenda coisas! (ou não)

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Gordices tagged , , , , , at 12:56 am by Fer

Sabe quando você tá naquele tédio, não tem nada pra fazer, todos os seus amigos estão trabalhando ou viajando, e daí você vai para a cozinha tentar fazer alguma receita maluca, mas acaba fazendo os mesmos cupcakes de sempre? Hoje não é um desses dias, porque eu resolvi variar e fiz aquela receita do Danoninho, mas usando ingredientes novos. Já chego nela. Eu prometi a mim mesma que faria um post com recomendações de certas coisas assim que minha linda camiseta da Blue Box Tees chegasse, então como agora eu estou meio entediada, vamos ao post! /o/

Blue Box Tees

O que é: um site americano que pré-vende camisetas de Doctor Who.

Como funciona: a cada semana são colocados seis modelos de camiseta à venda por 12 dólares cada. Você vai lá, compra a sua camiseta, e assim que se esgota o tempo daquela venda, as camisetas vendidas são fabricadas. Dez dias depois de encerrada a venda, as camisetas são enviadas para as pessoas que compraram. Assim que esgota o tempo de uma venda, seis novas estampas são colocadas no site. Por isso, se você gostou de uma, é bom comprar logo, porque eles não costumam repetir.

ImageA estampa da camiseta que eu comprei (sqn) é (ou era pra ser) essa. O motivo dos parênteses será explicado a seguir.

Vantagens: bem prático, você não sofre com o fantasma do “a estampa que eu quero não tem do meu tamanho” e elas são razoavelmente baratas: considerando-se que o frete para o Brasil fica em 12 dólares, ao todo você paga 24 dólares por uma camiseta. Isso dá pouco mais de 50 reais, dependendo da cotação do dólar no dia. Eu considero isso até barato por uma camiseta importada, de qualidade e com uma estampa legal.

Desvantagens: comprei a minha dia 20 de dezembro, mas graças ao maravilhoso serviço prestado pelos Correios do Brasil, ela não chegou. A equipe do site até me devolveu o dinheiro por causa disso. Achei isso muito legal da parte deles, mas não deixo de ficar revoltada com o fato de eles perderem dinheiro por causa de uma coisa que é culpa da má administração dos serviços do meu país.

Se a Fer recomenda: pra quem não se importa em esperar meses para receber o produto e correndo o risco dele não chegar, sim, recomendo. Eu só pretendo comprar de novo se, por algum milagre, a camiseta chegar. Só não sei como vou fazer pra devolver o dinheiro dos manolos do site depois. XD

ImageEles enviam para Gallifrey. Certeza que as encomendas devem chegar antes lá do que no Brasil.

Threadless

O que é: outro site americano que vende camisetas, mas em vez de serem apenas camisetas de Doctor Who, são vários tipos. Tem coisas nerds e artes aleatórias.

Como funciona: não é o esquema de venda por semana igual da BBT. As estampas ficam lá e você pode escolher e comprar a hora que quiser. Os preços variam: as camisetas que me despertaram interesse estavam na faixa de 10 a 25 dólares.

Vantagens: as camisetas que comprei em conjunto com um amigo chegaram. Só o fato de chegar já é motivo suficiente para me fazer recomendar esse site. Fora que as camisetas são de qualidade boa, bem costuradas e a malha delas é super gostosinha! Sem contar que tem frete grátis para compras a partir de 75 dólares. Mesmo com o problema da tarifação explicado no próximo tópico, o valor que ficou cada camiseta no fim das contas continuou “pagável”.

Desvantagens: a compra foi feita em dezembro, e o espírito do pãodurismo fez com que eu e meu amigo nos juntássemos para comprar no site e aproveitar o frete grátis. Mas como na época o limite para compras sem tarifa era 50 dólares, fomos tarifados e tive que ir até uma agência dos Correios pra lá da putaqueopariu da Zona Leste para pegá-las e pagar a deliciosa tarifa de mais de 80 reais. PORÉM, como agora esse valor aumentou para 100 dólares, creio que já dê para fazer uma compra dessa sem pagar as malditas tarifas.

Se a Fer recomenda: oh, sim, sim, sim! A espera vale muito a pena! *-*

Image

Ali em cima, as duas lindinhas, e achei que seria útil colocar o detalhe da estampa dos Doctor Hoos, que eu simplesmente AMEI!

Americanas.com

O que é: site brasileiro que todo mundo conhece e que vende um pouco de tudo, de doces até computadores.

Como funciona: o mesmo de sempre, você compra e recebe em casa.

Vantagens: os preços são bons, e se você pegar uma promoção, ficam melhores ainda. Dá para pagar de várias formas, até mesmo com dois cartões de crédito. O prazo de entrega é ótimo. Os preços oscilam ao longo do dia, por isso, se você tiver tempo e está a fim de comprar um determinado produto, confira várias vezes e só compre quando estiver com o preço baixo.

Desvantagens: só quando no site não tem o que você quer comprar. Tecnicamente isso não é uma desvantagem, mas é que ainda não achei nenhuma e esse campo não poderia ficar vazio.

Se a Fer recomenda: eu não sei como é nesses lugares boca-de-porco que mal tem caixa de correio, mas para a minha cidade, eles dão um prazo de até 15 dias úteis para entrega, após aprovação do pagamento. Porém, todas as compras que já fiz até agora demoraram EXATAMENTE quatro dias úteis para chegar. Quatro dias, nem mais, nem menos. E olha que já comprei livros, notebook, câmera… estou in love por essa loja, sério. Usei o macete de ficar entrando várias vezes ao dia quando comprei meu notebook e consegui um desconto de nada mais, nada menos que 500 reais. QUINHENTOS REAIS!!! Meia hora depois que fiz a compra, ele já havia voltado ao preço original. E isso nem é bug do site, deve ser algum tipo de promoção relâmpago ou sei lá, porque já vi isso acontecer com vários produtos.

Canon Powershot SX160 IS

O que é: uma câmera digital semi-profissional.

Como funciona: você liga, aperta o botão e ela tira a foto.

Vantagens: todas possíveis, se você souber usar.

Desvantagens: por ser uma semi-profissional que custa menos de 400 reais, nenhuma.

Se a Fer recomenda: pra caralho! Não é com qualquer câmera que um mero mortal, que não entende nada de fotografia e que não sabe mexer nesse tipo de aparelho, consegue tirar uma foto da Lua como essa aí embaixo. Imagina só o estrago que uma pessoa que entende e sabe mexer pode fazer com um brinquedinho desse.

ImageSim, fui eu quem tirei. Sim, está sem photoshop. E era mais ou menos 6:30h da manhã.

Cacau em pó

O que é: um ingrediente à base de cacau, que parece chocolate em pó, usado para fins culinários.

Como funciona: você põe na receita e ela fica com gosto de chocolate.

Vantagens: é mais forte que o chocolate em pó, então você pode colocar menos. Colocando menos, rende mais. Ou então você coloca a mesma quantidade de sempre e fica com o bolo e o brigadeiro bem pretões e com o sabor bem forte. Quem é fã de chocolate forte vai amar. E o bom é que você acha ele tanto em lojas de artigos para festas ou supermercados.

Desvantagens: não tem gordura nenhuma, então você precisa colocar um pouco de manteiga a mais na hora de fazer brigadeiro com ele, senão os seus docinhos podem cristalizar. Se bem que pra mim isso nem é uma desvantagem, porque eu adoro aquela casquinha que forma quando ele cristaliza, dá uma textura a mais.

Se a Fer recomenda: ESSE NEGÓCIO É MUITO DO CAPETA! Ele mudou minha vida, cara. Nada me tira da cabeça que, além de dar gosto de chocolate, ele realmente melhora os bolos, porque todas as receitas que já fiz usando isso até agora ficaram muito mais macias. Esse cupcake aí da foto ficou tão fofo que, quando tirei da forma de metal e senti a massa pelo papel, achei que ele ainda estivesse cru por dentro. E não tem nada a ver com a receita ou o modo de preparo, porque sempre faço da mesma forma.

ImageDerreteram na boca. É a receita de cupcake de Danoninho, mas acrescentei uma colher de sopa bem cheia do cacau em pó. É sério, a massa ficou bem mais macia!

Status: bebendo Coca (pra variar), e enrolando pra terminar de assistir Torchwood.

February 20, 2013

Primavera chegou, e com ela os mimimis

Posted in Críticas Tangerínicas, Devaneios, Diversos at 12:00 am by Fer

De boas aqui, sem nada pra fazer e com vontade de botar essas coisas toscas pra fora. Não, não quero vomitar, as coisas toscas estão na minha cabeça, não no estômago. Se bem que um pacote de Chocovinhos ou alguns Ouros Brancos cairiam muitíssimo bem agora… e antes que apareça alguém fazendo mimimi por causa da minha gramática, já peço desculpas porque nunca consigo me lembrar da regra de português pra escrever Ouro Branco no coletivo.

Uma confissão: estou realmente feliz, depois de muito tempo sem saber o que é isso e, principalmente, depois de uma época muito tensa da minha vida. Por causa de épocas como essas, nunca fui muito de acreditar naquele ditado que diz que depois da tempestade vem a bonança. Sempre fui pessimista por natureza e acostumada a ser sacaneada pela vida, pelas pessoas, enfim, pelo maldito do Murphy em geral. Mas, felizmente, o inverno terminou, e espero que essa primavera continue por um breve período chamado “sempre”.

Gosto muito de me sentir assim, e sou eternamente grata ao responsável por essa felicidade. É uma sensação tão agradável que não tenho palavras para definir quão bem estou me sentindo. Quando fico sabendo que uma pessoa querida está se sentindo assim, isso também é motivo para me deixar feliz, pois acho que todas as pessoas legais são dignas experimentar essa sensação. E sei que meus verdadeiros amigos também ficam felizes por mim quando veem o quanto estou contente.

Infelizmente… nem todo mundo pensa dessa forma: existem os tais dos amigos ciumentos, que sempre colocam algum defeito no romance da pessoa. Pra esse tipo de gente, a namorada do amigo sempre tem um defeito, não importa o quão legal ela seja, e também não importa o quanto o “amigo” não a conheça o suficiente pra falar. Por experiência própria, expressões como “ela não é boa o suficiente pra você” são as mais frequentes. Esse tipo de “amigo” SEMPRE vai falar merda, sempre vai arranjar algum motivo para criticar a pessoa, por mais legal que ela seja e por mais feliz que o amigo seja estando ao lado dela.

Mas será que isso é justo? Criticar a namorada do seu amigo, na maioria das vezes sem nem conhecer? Ficar falando que ela nunca será boa o suficiente para ele ou tentando cortar o romance dos dois de várias formas, como se fosse obrigação do seu amigo namorar quem VOCÊ acha que serve pra ele?

A cereja do bolo é quando uma mulher critica a namorada do amigo, ou um cara critica o namorado da amiga. Até existem poucos casos em que essa implicância é por causa daquele ciúme de irmão, mas na maioria das vezes, o ciúme é por aquele outro motivo. E sim, a namorada ou o namorado sempre vão saber disso. O mais engraçado é que o “ninguém nunca será boa o suficiente para você” sempre vem disfarçado de “apenas eu sou boa o suficiente”, e a pessoa que fala isso nunca imagina que o amigo vai entender esse recadinho escondido. Errado: na maioria das vezes ele entende, e em muitas até se ofende com esse tipo de arrogância.

Por isso, em vez de ficarem tentando jogar o seu amigo contra o romance dele, se enxerguem e entendam que isso é criancice. Se o amigo tá com outra mulher ou a amiga tá com outro cara, é porque de qualquer forma não iria rolar com você.

Se conforme e parta para outra. Tentar atrapalharpiora as coisas.

Status: bebendo Coca, ouvindo a música minha e dele, e esperando o cabelo secar para ir dormir.

December 5, 2012

Crazy little piece of happiness

Posted in Coisas gostosas, Críticas Tangerínicas, Devaneios, Diversos, Só me fodo., Sobre o lindo ser que vos escreve ♥, sou lesada pra caramba. tagged , , , , at 2:25 am by Fer

Não gosto de festas de fim de ano. E isso, assim como a maioria das coisas que odeio (é claro), é por causa de algum trauma. Um dia ainda vou conseguir entender porque sou uma pessoa tão suscetível a traumas, porque olha… D:

Meu Natal sempre foi uma droga porque as situações aqui em casa sempre foram extremas demais, aliado ao fato de eu raramente ganhar e também nunca ter dinheiro para dar presentes. Também detesto a hipocrisia da época, mas isso rende assunto pra um post inteiro e bem maior.

Há alguns dias, tive a ótima notícia de que vou trabalhar no Ano Novo, e isso significa que terei folga no Natal. Folga pra mim é sinônimo de viajar pra Sampa… ou seja: tenho grandes chances de passar o primeiro Natal feliz da minha vida.

Status: bebendo Coca, ouvindo Hevisaurus, sentada na cadeira com os pés em cima da cama, com o note no colo e pescando de sono.

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