April 19, 2016

Assuntinhos aleatórios & Guerras Clônicas legendado

Posted in Uncategorized at 1:10 am by Fer

É, eu sei que esse blog está às moscas. Vira e mexe sinto muita vontade de escrever algo pra postar, mas quando chego em casa e sento na frente do computador para digitar os textos, não sai nada. Tanto é que só andei postando receitas e mimimis ultimamente.

Desde que um amigo me fez assistir Star Wars (em meados de 2008), eu gostei bastante dos filmes, mas fiquei relutante em assistir às séries animadas porque achava que eram infantis. Engraçado, né? Tive com Clone Wars e Rebels exatamente o mesmo preconceito que as pessoas não-otaku e não-nerd têm com animes e quadrinhos. Mas daí lançou o Episódio VII em dezembro e eu entrei na hype de Star Wars. E quando eu entro na hype de alguma coisa, meua migo, segura meu poodle!

Depois de ver o filme várias vezes, fiquei com “sede” de Star Wars. Comprei aquela quadrilogia de livros (Sith, Jedi, Império e Caçadores de Recompensa) e achei que iria gostar mais do livro dos Sith, mas o Código do Caçador de Recompensas se tornou um dos meus livros favoritos ever. Ainda piro de rir quando lembro dos comentários do Bossk e cheguei à conclusão de que o Boba Fett é o Hiei do universo de Star Wars. Não é à toa que é um dos meus queridinhos. 😉

Num belo dia, decidi assistir à série em 3D de Clone Wars: “vou ver qual é a dessa bagaça e se for muito chato é só parar de assistir”, eu pensei. Resultado: engoli as 6 temporadas o mais rápido que pude. Que série, meus amigos. Que série. Me apaixonei forte pela Ahsoka e já engatei pra assistir Rebels em seguida e quase chorei quando essa linda apareceu adulta, fodona e comendo cuzes. Sério, assistam essas duas séries por causa dela. Melhor personagem! E isso porque nem mencionei os próprios clones. O pessoal fala que a Ahsoka é a protagonista dessa série, mas eu digo que os protagonistas são tanto ela quanto os clones. Só pra constar, meu favorito é o Fives.

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Eis que meu amigo (o mesmo que me fez ver os filmes) disse que era bom assistir à animação em 2D de Clone Wars, que é mais conhecida como Guerras Clônicas, enquanto a animação em 3D é conhecida só como Clone Wars mesmo. Meio imbecil isso, já que as duas se chamam Clone Wars. Aliás, achei bem imbecil colocar o mesmo nome nas duas, porque foi um inferno pra achar essa animação 2D. Demorei pra caramba pra encontrar essa bosta e quase desisti no meio do caminho, porque praticamente todos os lugares onde encontrei eram abismos de janelas pop-up, propagandas de todo tipo e protetores de link impossíveis de se passar.

Essa dificuldade de achar foi justamente o que me motivou a escrever esse post: só achei legendado em um lugar, por torrent, e demorou HORRORES pra chegar, porque tinha muito pouca gente de seed. Sério, devo ter ficado quase um mês baixando isso. Quase desisti e peguei a versão dublada. Só persisti porque odeio assistir qualquer coisa dublada.

Então tomei a liberdade de upar essa série no Mega e disponibilizar pra quem quiser baixar: sem propagandas chatas, sem pop-ups dos infernos, sem protetores de link do capiroto e sem precisar pagar para acessar. Divirtam-se assistindo e repassem para os amigos!

Star Wars – The Clone Wars (2003) Volume I:

CWV1

Tamanho: 874mb

Áudio: Inglês

Legenda: Português

Formato: .avi

Qualidade: boa

Você pode baixar o Volume I clicando aqui.

 

Star Wars – The Clone Wars (2003) Volume II:

CWV2

Tamanho: 701mb

Áudio: Inglês

Legenda: Português

Formato: .avi

Qualidade: boa

Você pode baixar o Volume II clicando aqui.

 

Status: tentando sair da bad.

July 14, 2015

Torta de limão pra combinar com o meu azedume

Posted in Uncategorized at 11:45 pm by Fer

Esses últimos dias foram meio doidos e hoje eu tô meio estressada por causa de um monte de coisa.

Fui assaltada no dia 2 de julho, há quase duas semanas. Eram 6:40h da manhã, o dia tinha acabado de clarear e eu jamais imaginei que tivesse vagabundo de pé a essa hora, por isso nunca me preocupei com o caminho que faço para ir pro meu trabalho. Sou péssima com idades, mas o cara aparentava ter entre 30 e 40 anos, pardo, de bicicleta, usava calça jeans e um moletom sujo cuja cor eu não lembro. Ele apontou uma arma para o meu rosto e pediu minha bolsa. Parece que, na hora, o meu subconsciente se recusou a acreditar que eu estava sendo assaltada, então tive a frieza de perguntar se eu podia ao menos ficar com os meus documentos. Ele então disse que só queria o meu celular. Meu segundo momento de frieza (ou burrice, ainda não tenho certeza) foi pedir pra tirar o chip, coisa que ele deixou. Um carro passou pela rua, e o ladrão guardou a arma no bolso da blusa enquanto eu tentava tirar o chip do celular, com uma certa dificuldade, porque estava tremendo. Chip livre, celular entregue, ele voltou a pedalar e eu fui para o trabalho chorando baixinho. Quando cheguei lá, não aguentei mais segurar, chorei de verdade, fui até o telefone da secretaria, liguei para o meu pai para avisar que eu estava meio incomunicável. Passados os primeiros minutos de susto, trabalhei normalmente, mas ainda perturbada e segurando o choro o máximo que consegui.

A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi pesquisar sobre armas falsas usadas em assaltos. Porque depois de passado o susto, veio um sentimento de ódio que está aqui até hoje. A arma do filho da puta era bem esquisita, pequena e enferrujada, parecia de brinquedo. Na pesquisa de imagens, achei uma igualzinha a dele. Daí me senti ainda pior: se na hora eu soubesse que a arma era falsa, teria sido muito fácil pegar o meu spray de pimenta e esvaziar na cara dele, pra depois dar um belo de um chute no saco e fugir correndo. Eu tava de coturno, o chute teria doído bastante. Mas na hora eu estava assustada demais para arriscar fazer uma coisa dessas. Mas agora eu fico perturbada com um monte de perguntas sobre o acontecido. E se a arma fosse de verdade? E se eu tivesse percebido na hora que a arma era falsa? E se eu tivesse reagido? E se ele tivesse atirado em mim? E se fosse uma faca no lugar da arma, será que eu teria coragem de usar o spray? Quanto tempo será que demoraria pro efeito do spray de pimenta passar? Sim, sei que teria tempo suficiente pra fugir dali, eu mesma já tive uma pequena amostra desse spray e não foi legal, mas eu queria que ele sofresse. Na minha cabeça, já torturei esse bandido tantas vezes e de formas tão cruéis que até perdi as contas, enquanto todos esses “e se” ainda me incomodam.

Torta 01

A torta de limão eu aprendi a fazer com o meu cunhado (o noivo da irmã do seu namorado é o seu cunhado? Sempre me enrolo toda nesses lances de relação familiar). Mas se tem uma coisa que não consigo fazer nem a pau é seguir receita. É sério, eu não sei qual é o meu problema, mas sou totalmente incapaz de seguir à risca, sinto necessidade de mudar alguma coisa em todas as receitas que pego, às vezes eu me fodo e às vezes não, mas dificilmente a gororoba vai para o lixo. Então é claro que eu mudei a receita dele. Apesar da minha versão também ter ficado uma delícia, no fim de semana vou fazer de novo e tentar com todas as minhas forças seguir a receita, pois a versão dele fica com a massa mais gostosa.

Torta de limão com chocolate da Fer

Observação: se a temperatura ambiente estiver amena, todos os ingredientes da geladeira devem ser retirados pelo menos 1h antes de fazer a receita. Se o tempo estiver muito quente, retirar meia hora antes já basta. Se o tempo estiver muito frio, retire pelo menos 2 horas antes, mas quanto mais, melhor.

Massa:

– 3 gemas em temperatura ambiente

– 3 colheres de sopa bem cheias de manteiga em temperatura ambiente (eu disse MANTEIGA, margarina não)

– 3 colheres de sopa de açúcar

– 1 pitadinha de sal

– 1 colher de sopa de cacau em pó (serve chocolate em pó também, mas nada de usar achocolatado)

– Farinha até dar ponto.

Recheio:

– 1 lata de creme de leite Nestlé gelada e sem soro (não garanto que fica a mesma coisa se for de outra marca).

– 2 latas de leite condensado (pode ser qualquer marca, mas é claro que com Moça fica melhor).

– 1 copo de suco de limão puro, coado (não muito cheio, deixe sobrar uns 2 dedos).

Cobertura:

– 1 barra de chocolate meio amargo

– 1 lata de creme de leite Nestlé gelada e sem soro (não garanto que fica a mesma coisa se for de outra marca).

Modo de fazer

Massa:

Ligue o forno na temperatura que você usa para assar bolo, para ele ir esquentando. Misture todos os ingredientes numa tigela, menos a farinha. Quando a mistura estiver homogênea, vá acrescentando farinha de colher em colher, até a massa começar a desgrudar das paredes da tigela. Use uma mão para misturar e a outra mão fica limpa para segurar a tigela. O ponto ideal é quando a massa fica maleável e mantém o formato quando você mexe nela. Use a sua mão limpa para conferir o ponto: se a massa grudar, é porque ainda está mole. Ponha a massa no meio de uma assadeira e vá abrindo com as mãos mesmo, deixando ela bem fininha, com mais ou menos meio centímetro. Todo mundo aqui já viu uma massa de torta, né? Nem precisa untar a assadeira porque essa massa é bem oleosa e não gruda. Também não precisa usar aquelas assadeiras bonitinhas de torta com a borda cheia das frescuras, a assadeira que eu uso é de bolo, acho mais fácil fazer com a de bolo. Depois de abrir a massa, faça furinhos nela inteira usando um garfo. Faça muitos furinhos, porque senão o meio da massa vai subir dentro do forno. Ponha no forno e asse entre 15 e 18 minutos, olhando de 3 em 3 minutos pra ver se a massa não subiu. Se subir, abra o forno, fure a massa de novo rapidamente pra ela descer, feche o forno e continue assando. Não tem problema abrir o forno no meio da “assagem” porque não é massa de bolo. Sim, assar essa massa é um saco, mas é rápido.

Recheio:

Se você tem batedeira: misture o creme de leite e o leite condensado em uma tigela e bata até aumentar um pouco o volume. Ainda batendo, acrescente metade do sumo de limão aos poucos e bata só o suficiente para misturar, pois assim que mistura o limão, ela já endurece. Desligue a batedeira, meta seu dedo nessa mistura e prove. Vê se experimenta com o dedo limpo, não vá fazer isso depois de coçar a bunda. Se ficou do seu gosto, já pode parar por aí, está pronto. Se você acha que precisa de mais limão, vá acrescentando o restante do sumo. Uma colher de cada vez. Põe uma, mistura, prova, põe mais uma, mistura, prova, etc. Não pode colocar mais do que a quantidade da receita porque senão a mistura desanda e fica mole de novo.

Se você não tem batedeira: se mata, por favor.

Cobertura:

Ponha o creme de leite em uma tigela que possa ir ao microondas. Aqueça por 40 segundos, depois acrescente o chocolate picado, mexa bem por um tempinho, depois aqueça de novo por 20, mexa bem de novo, e continue esse ciclo de 20 segundos até o chocolate derreter por completo. No meu microondas bastou repetir isso por umas 4 ou 5 vezes. Não pode deixar por mais de 20 segundos por vez porque pode queimar o chocolate e daí sua cobertura fica uma merda.

Para montar:

Montei colocando primeiro o recheio por cima da massa, e depois a cobertura por cima do recheio. Mas me arrependi, porque a cobertura ficou durinha e o recheio ficou leve, parecendo um mousse. Daí quando cortei, a cobertura empurrou o recheio pra baixo e ele ficou saindo dos lados (como mostra a fatia ali no prato). Ficou gostoso, mas os pedaços não ficaram tão bonitos. Então quem for fazer, aconselho colocar a cobertura por baixo e o recheio por cima!

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Essa foto aí foi tirada só pra ostentar a gordice pros amigos na hora que comi o primeiro pedaço. Eu pretendia tirar outra foto depois, com um pedaço cortado mais caprichosamente e apresentado num prato bonitinho, mas ela acabou tão rápido que não sobrou torta para tirar fotos bonitas.^^

June 29, 2015

Resenha – Lápis de cor Koh-I-Noor Mondeluz

Posted in Arte, Críticas Tangerínicas, Devaneios, Dicas, Gordices tagged , , , at 3:41 am by Fer

Esse fim de semana eu me entupi de Nutella. Comi com pão de queijo (parece nojento, mas fica muito bom!), com bolacha e até fiz chocolate quente de Nutella. Daí tem gente dizendo pra pararmos de comer Nutella, porque vai óleo de palma na receita e aparentemente o cultivo da palma afeta o ecossistema asiático.

É claro que vamos parar de comer essa delícia, afinal:

1 – O óleo de palma só é usado na Nutella, não serve pra outra coisa.

2 – As áreas usadas para o plantio da palma automaticamente voltarão a ser florestas.

3 – A soja, a azeitona e outras plantas usadas para fazer outros tipos de óleo não contribuem com o desmatamento de nada.

Agora se você acha que vai salvar o mundo parando de comer Nutella ou se você acha que não fui irônica ali em cima, faça um favor para a humanidade e se enforque, por favor.

No post anterior eu comentei sobre os lápis aquareláveis Mondeluz que adquiri recentemente. Você praticamente não vê resenhas sobre esses lápis por aí (principalmente em português), então me sinto na obrigação de compartilhar minhas impressões sobre esse material com quem fala o meu idioma.

Fiz uma pequena comparação com os da Faber-Castell, também aquareláveis. Tá, é uma covardia extrema comparar um lápis importado super foda, macio e pigmentado com os que são produzidos aqui no Brasil, mas hey, isso aqui é só uma resenha. Se não comparar com o lápis que a maioria das pessoas tem acesso, vou comparar com o que? Lá vai.

Preço

Primeiro de tudo,vamos falar sobre o preço. Para ficar justo, vou pegar o preço do Mondeluz de 36 cores em vez do de 72, que é a minha caixa. Detalhe: pesquisei onde cada um deles é mais barato.

Faber-Castell 36 cores: R$49,90 na Kalunga.

Mondeluz 36 cores: R$137,65 na Fruto de Arte.

Conclusão: o Faber leva uma vantagem gigantesca no preço.

Cores

Agora o que interessa, que são as cores: já vou avisando que não vou colocar todas elas aqui. Primeiro, porque minha caixa do Mondeluz tem 72 cores e minha caixa de aquareláveis da Faber-Castell tem apenas 36. Então peguei apenas algumas poucas cores de cada. Para ser justa, escolhi as cores mais próximas entre as duas caixas: preto, vermelho, bordô, azul da Prússia, verde água, verde folha, amarelo e laranja escuro.

Aqui eu usei as cores puras, sem misturar ou aquarelar, apenas formando um degradê de leve. As de cima são Faber e as de baixo são Mondeluz.

Teste de lápis 01A primeira coisa que dá pra notar com isso é que o papel parece deixar a textura mais evidente com o Mondeluz. Isso porque, por ser mais macio, foi necessário fazer menos pressão nos lápis. Qualquer risquinho que você faz deixa bastante cor no papel e é preciso ter cuidado quando você precisa de cores suaves. Já os da Faber mostram menos a textura do papel porque foi preciso fazer mais pressão para as cores saírem.

Notem a diferença entre o azul da Prússia. Na minha opinião, foi a diferença mais gritante, já que eu uso bastante esse azul. O da Faber tem o corpo bem escuro que engana quando você vai pintar, mas na hora de riscar com ele, a cor sai muito clara.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na veracidade das cores.

Aquarelando

Agora vamos pegar um pincel molhado e aquarelar pra ver como fica!

Teste de lápis 02Esse papel é exatamente o mesmo dali de cima, que escaneei de novo depois de aquarelar. À primeira vista, as cores são bem parecidas, mas a primeira coisa que você nota é que algumas cores dos lápis da Faber não se dissolvem totalmente. É por isso que a maioria das pessoas fica frustrada quando usa o pincel úmido depois da pintura. Já o Mondeluz fica com pouca ou nenhuma marca embaixo do papel.

Outra coisa que notei foi o grau de pigmentação dos lápis, mostrado pelas bordas da parte aquarelada. Vamos dar um zoom em uma das cores e colocar uma ao lado da outra para ver melhor:

Teste de lápis 03A quantidade de água usada nas duas foi exatamente a mesma, mas é gritante que o verde da Faber, à esquerda, além das horríveis marcas do lápis, ficou sem a borda característica de tintas bem pigmentadas. Já o verde do Mondeluz, à direita, ficou com a bordinha bem marcada. Isso é porque o da Faber tem menos pigmento na composição.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na pigmentação.

Misturando

Agora vamos falar em como esses lápis se comportam quando se faz mistura de cor com eles.

Teste de lápis 04Se eu fosse misturar tudo o que eu gosto, esse post ficaria enorme. Então só misturei as básicas: azul com amarelo pra formar verde, amarelo com vermelho para formar laranja e vermelho com azul para formar violeta. E ao lado, uns degradês básicos de azul com verde e de laranja com vermelho. Na metade de baixo de cada uma dessas manchas, usei o lápis branco com força. É essa uma das grandes utilidades do lápis branco: se comportar como um blender, ou seja, ajudar a misturar as cores e eliminar os branquinhos do papel.

Novamente, as cores de cima são Faber e as de baixo, Mondeluz. Se vocês prestarem atenção, os lápis se misturam mais ou menos na mesma intensidade. A grande sacada dessa vez é mostrar como o branco se comporta: enquanto o da Faber é pouco pigmentado, ele só se comporta como um blender. Já o branco da Mondeluz, além de agir como blender, ele também clareia. Isso é porque o Mondeluz é bem mais pigmentado e se sobrepõe até mesmo por cima de cores mais escuras. Quando não quero clarear as cores, uso o lápis branco da Faber por cima dos Mondeluz sem medo de ser feliz.

Conclusão: os dois se comportam de forma similar no quesito mistura de cores, mas o fato do branco da Faber não clarear as cores não é uma desvantagem, assim como o branco do Mondeluz clarear as cores nem sempre é uma vantagem. Então nesse ponto os dois estão pau a pau.

Cobertura

No post anterior, mostrei alguns desenhos que foram feitos em papel marrom, então achei que seria legal compartilhar minha experiência usando os lápis em alguns papéis coloridos que tenho aqui. Como o preto se sobrepõe a todas as cores facilmente, eu o substituí pelo branco nesse teste. Como sempre, os de cima são Faber e os de baixo são os Mondeluz.

Teste de lápis 05Como vocês podem ver, a diferença mais gritante é o branco e o amarelo. Enquanto o da Faber fica meio transparente, o Mondeluz cobre bem a superfície do papel. E com as outras cores não é diferente.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem na cobertura de papéis coloridos.

Espessura

Uma outra diferença que não sei se dá para perceber na foto abaixo: os lápis Mondeluz são um pouquinho mais grossos que os da Faber. Isso porque a mina deles é de 3,8mm, enquanto a mina da Faber é de 3,3mm (assim como a mina da maioria dos lápis aquareláveis vendidos no Brasil). Logo, se a mina é um pouco mais grossa, o corpo do lápis acompanha essa diferença de tamanho. Na verdade, a maioria dos lápis importados tem a mina de 3,8mm, inclusive os da linha importada da Faber-Castell.

Conclusão: Mondeluz leva vantagem por ser mais grosso e, logo, durar um pouco mais.

Por último: mostrando uma foto dos lápis usados nesse post para que vocês possam ver informações básicas, como o número da cor, código, o corpo bonitinho dos lápis, essas coisas.

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A conclusão no geral sobre esses lápis? Na verdade não tem. É injusto eu dizer que Mondeluz é melhor que Faber, pois as vantagens vem junto com o preço alto. Daí depende do que você vai fazer com os lápis. Vai usar para vender desenhos ou pra pintar livrinho? Vai usar para a sua faculdade de design e artes plásticas ou você desenha por hobby? Tem que levar muita coisa em consideração:

– Eu particularmente acho uma besteira usar lápis caros como esses em livros de colorir, mas se a pessoa tem essa grana toda pra gastar com um hobby, tudo bem. Eu mesma desenho por hobby e uso tanto os lápis da Faber quanto os Mondeluz.

– Se você vai vender seus desenhos, não é justo com o seu cliente se você usar lápis baratos. A cor deles não dura muitos anos e o desenho ficará desbotado em pouco tempo. O cliente paga por algo que deveria durar, então a sua obrigação é entregar um trabalho que dure, feito com lápis e papel de qualidade.

– Seus desenhos não vão ficar mais bonitos se usar um material mais caro. Tem muita gente que faz trabalhos incríveis com uma caixinha de 12 cores de lápis vagabundo, enquanto eu considero bem medíocres os meus trabalhos com minha caixa de 72 do Mondeluz. Um material bom apenas vai potencializar seu trabalho, e talvez valorizá-lo um pouco, mas nunca vai substituir anos de esforço e treinamento.

– Para usar na faculdade eu acho válido os lápis importados, pois muitos dos trabalhos que fiz durante o meu primeiro ano (2008) já estão bem desbotadinhos. Várias coisas que se faz nessa época acaba indo para o portfólio do artista. É uma pena que a grande maioria dos universitários não tenha grana para investir em materiais bons. Uma máquina do tempo me seria bem útil agora.

June 20, 2015

Lápis, remakes e DA novo!

Posted in Arte, Coisas gostosas, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Dicas tagged , , , , , at 1:29 am by Fer

Essa semana eu quase infartei.

Várias pessoas me mandaram pelo Facebook uma postagem dizendo que o estúdio MadHouse teria sido contratado para fazer um remake de Yuyu Hakusho. Qualquer um que clicasse no link já conseguiria perceber a trollagem, mas na primeira vez que vi esse post, eu estava no pronto-socorro fazendo inalação (tô com pneumonia), ou seja, estava dependendo da internet lenta do celular. Então imaginem o meu desespero: sem poder voltar pra casa, sem internet decente, sem ninguém pra me explicar direito o que tinha no maldito link e ainda por cima respirando uma fumacinha fedida. Só depois percebi que muitas das pessoas que me marcaram naquilo não conferiram o link e realmente acreditaram na notícia. Horas depois, quando voltei pra casa e pude fazer uma rápida pesquisa no Google, cheguei à conclusão de que a obra-prima da minha vida estava intacta. Isso mesmo, bebês! Não vai ter remake de Yuyu Hakusho! Pelo menos não por enquanto.

IMG_20150322_231035428Quis colocar a foto da minha caneca de chocolate quente aqui sem nenhum motivo.

Sempre fui absolutamente contra um remake de Yuyu, ainda mais se for feito pelo MadHouse, que conseguiu fazer tanta cagada em HunterXHunter. Sobre esse último, mal aguentei assistir até o episódio 15, e dizem que depois de sei lá quantos episódios fica bom. Mas pra mim, um anime bom tem que prender o espectador desde o começo. Não vou perder meu tempo assistindo 60 episódios ruins pra só depois começar a gostar da bagaça. Tenho tempo livre, mas não sou idiota. Logo, com relação a HunterXHunter eu prefiro mil vezes o mangá. Dói ver um dos meus mangás favoritos sendo animados com traço porco e dublado com vozes ruins.

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Minha nova caixa de lápis de 72 cores da Mondeluz, junto de um dos meus caderninhos de desenho. Adoro postar foto desse caderno porque a capa dele é o tecido mais maravilhoso que já vi na minha vida.

Mudando drasticamente de assunto, estou aos poucos voltando a desenhar, yeee! /o/

Essa é a minha caixa de 72 cores de lápis Mondeluz, da Koh-I-Noor. São simplesmente os melhores lápis que já usei na minha vida. E olha que já tive lápis Albrecht Dürer, Polychromos e Caran D’Ache. Essas três são ótimas marcas de lápis e quem os tem é um grande sortudo, mas ainda prefiro os Mondeluz. Questão de afinidade, né.

Não sou de ficar mostrando muito, mas aí vai uma pequena galeria e alguns comentários:

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O começo de uma das pinturas do meu Jardim Secreto. Não que eu tenha comprado esses lápis para colorir o livro – não, acho que quem faz isso é louco, ou tá limpando a bunda com dinheiro. Lápis importado é pra treinos e desenhos a sério. Usar um lápis caro desse pra pintar livrinho é um dos maiores desperdícios de dinheiro que existem. Eu só colori essa página da coruja com os lápis importados porque eles tinham acabado de chegar e, apesar de estar doida para estreá-los, eu não conseguia desenhar nada para colorir com eles, então estreei no livro mesmo. O resto dos desenhos do livro tão indo muitíssimo bem com os meus velhos Faber-Castell baratões.

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Ando com muita tara por desenhar elfos. Essa aí foi desenhada no papel vergê marrom e colorida com os Mondeluz. Eles são ótimos para usar em papel colorido porque as cores sobrepõem bastante. São super fortes e ótimos para usar com papel de qualquer cor. Se tiver textura então, fica ainda melhor! Eu gostaria de ter me lembrado de tirar a foto do desenho antes de colorir, só com os contornos, mas esqueci. Porém…

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Com esse outro desenho eu lembrei de tirar a foto antes. Quase nada do papel por baixo fica, a não ser que você queira que ele apareça. Já disse que amei esses lápis?

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Outro desenho usando os Mondeluz, porém esse foi feito no papel branco mesmo. É muito mais fácil lidar com as cores no papel branco, mas confesso que depois de usar papel colorido em dois desenhos seguidos, eu senti que esse ficou pálido demais.

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A página da coruja em mais ou menos 50%… que é exatamente como ela está agora. Isso porque parei de colorir o livro por um tempo, para poder me dedicar apenas aos meus próprios desenhos. E apesar da minha recente tara por lápis de cor, meu material favorito ainda é aquarela.

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Como esse outro elfo cheio de erros de anatomia e que meus alunos juram de pés juntos que é o Frodo…

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E esse incompleto Sr. Tumnus, que fiz no meu caderninho de capa linda.

Em breve, todos eles estarão no meu novo DeviantArt. Junto de outros desenhos novos, assim espero.

Materiais usados nas fotos e desenhos do post:

Aquarelas de pastilha Talens Van Gogh 15 cores

Lápis de cor aquarelável Koh-I-Noor Mondeluz 72 cores

Canetas nanquim Unipin Fine Line de várias espessuras

Canetas gel Signo Uniball nas cores branca e dourada

Canetas-pincel Daiso

Pincéis Reeves de vários tamanhos

Papel vergê marrom 120g/m²

Papel Canson 200g/m²

Papel Montval 300g/m²

April 6, 2015

Primórdios

Posted in Uncategorized at 3:24 am by Fer

Falta de sono, falta de sossego e falta de paz de espírito.

Às vezes me pego lembrando daquela época em que eu não era eu. Aquela época em que era mais comum sentir ódio e raiva do que afeto por mim mesma. Aquela época que sempre me esforcei tanto para esquecer e mesmo assim às vezes ainda me pego tentando lembrar das coisas boas. Aí me dou conta de que até as coisas boas eram uma ilusão, pois minha máscara tinha que ser a minha armadura.

Pequeno texto escrito por uma pessoa que pensa demais e que se perturba facilmente.

March 13, 2015

Pão-duro e recomendations

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios gastronômicos, Dicas, Gordices, Só me fodo., Selo Fer-chan de qualidade at 1:50 am by Fer

Uma coisa engraçada que eu descobri essa semana foi algo que a vida inteira eu chamei de “espátula de silicone”, na verdade tem outro nome.

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Eu queria roxa, mas só tinha amarela. Na foto, euzinha misturando o leite com o fermento na tigela de inox da batedeira pra fazer pão.

Tudo começou quando eu estava lá, de boas, fazendo um bolo lindo para estrear minha batedeira nova, daí peguei a espátula de silicone para raspar as paredes da tigela e meu pai, que já teve uma padaria, exclamou animado: “eu não sabia que esse pão-duro era seu!”. Achei estranho, pensei que ele realmente estivesse falando de um pão que estava duro em algum lugar por ter sido deixado fora do saquinho. Daí ele me explicou que pão-duro é o nome da espátula de silicone que a gente usa na cozinha.

Achei isso bem interessante, porque a ideia dessa espátula é justamente não deixar sobrar nada na tigela. É um acessório bastante útil e acho que todo mundo deveria ter uma.

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Massa do primeiro pão que fiz na batedeira nova.

Sobre a Planetária Deluxe Inox da Arno: comprei por causa da promessa de que ela bate massa de pão. Apesar de ter visto algumas reclamações sobre essa batedeira no site do Reclame Aqui, decidi comprar mesmo assim, porque em outros lugares li críticas boas sobre ela. Além do mais, também precisava de uma batedeira para bolos e coberturas e não podia pagar os absurdos R$2000 de uma KitchenAid. Ok, na verdade eu até poderia se fizesse uma forcinha, mas acho que gastar tudo isso numa batedeira que só vou usar de vez em quando é exagero. Se eu fizesse os meus pães, bolos e cupcakes pra vender, daí sim seria um ótimo investimento. Mas não acho que vale a pena pagar tudo isso num acessório que só vou usar em ocasiões especiais. Então optei por uma mais baratinha mesmo.

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Primeiro pão na batedeira nova.

Bem, essa batedeira de fato bate massas pesadas como as de pão e pizza, porém, ao contrário do que o fabricante divulga, ela mal aguenta massas com 500g de farinha. Só dá para bater pão nela se a receita for pequena, ou se te baixar o espírito do Jack, o Estripador e você fizer a receita em partes. No próprio manual de instruções há uma receita de massa que vai 1kg de farinha e nem tentei fazê-la, porque se não aguentou os 500g de farinha da receita de pão que fiz antes, não é com 1kg que vai aguentar. Depois fiz outra receita com pouco mais de 300g de farinha e até bateu bem e a massa ficou perfeita, mas tive que ficar segurando a batedeira com as mãos porque ela tremeu tanto que parecia que ia levantar vôo a qualquer momento.

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Ela é grande pra cacete. Se sua pia é pequena, é bom você ter um espaço no armário.

Então pra quem tá pensando em comprar, fica a dica: essa batedeira é simplesmente perfeita para bolos e coberturas, mas se você quer comprar para fazer pão, pizza ou outras massas pesadas, ou você faz receitas pequenas (até 300g de farinha) ou investe em uma KitchenAid.

Agora vamos quebrar o gelo comendo um bolo de chocolate com cobertura de cheesecake e calda de amora?

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Bolo:

4 ovos

2 xícaras de açúcar refinado

2 xícaras e 1/2 de farinha de trigo

1/2 xícara de cacau em pó

1 pitada de sal

1 colher de sopa de fermento em pó

2/3 de xícara de leite

1/3 de xícara de óleo

Ligue o forno na temperatura que você sempre usa para assar bolos (a lesada aqui não sabe qual é a temperatura exata, na maioria dos fornos que já usei é o número 3). Bata os ovos até a mistura ficar pálida e fofa. Em seguida misture aos poucos o açúcar e deixe batendo enquanto você peneira e mistura, em outra tigela, a farinha de trigo com o cacau em pó e o fermento. Tem que peneirar bem! Porque uma farinha peneirada melhora o bolo. Além do mais, é bom para desempelotar o cacau em pó. Volte para a batedeira e misture o leite e o óleo, tomando cuidado para não espirrar. Desligue a batedeira e acrescente, aos poucos, a mistura da farinha. Misture delicadamente com uma espátula e finalize batendo na batedeira por alguns segundos, só pra misturar melhor. NÃO DEIXE PASSAR DE 1 MINUTO NA BATEDEIRA! Senão a farinha vai desenvolver o glúten e seu bolo vai ficar uma merda. Aliás, se você realmente confia na sua misturança à mão, nem precisa finalizar na batedeira, eu só faço isso porque seguro morreu de velho (e eu já fiz esse bolo umas 500 vezes, é minha receita básica de bolos de aniversário). Unte uma assadeira, coloque a massa nela, põe no forno por 40 minutos, blá blá blá, acho que todo mundo aqui já fez um bolo ao menos uma vez na vida né? Que bom.

Ah, se você quer uma massa branca, pode substituir a meia xícara de cacau em pó por mais meia de farinha. E se você é intolerante à lactose, pode substituir o leite por leite de coco. Se você quiser fazer as duas coisas (massa branca com leite de coco), também fica muito bom, porque a massa vai pegar o sabor do coco.

PS: se você não tem batedeira, misture tudo à mão mesmo, começando pelos líquidos e colocando a mistura da farinha por último. Só não garanto que o bolo vai ficar tããããão fofinho porque eu nunca fiz essa receita sem batedeira.

Cobertura de cheesecake

150g de manteiga gelada, picada em cubinhos (um tablete tem 200g, corte em 4 e use três partes)

150g de creamcheese, também picado em cubinhos (um pote, eu usei o Philadelphia mesmo)

1 xícara de açúcar de confeiteiro + 2 colheres de copa cheias

1/2 colher de chá de essência de baunilha

Bata a manteiga até ela ficar bem pálida e fofa. Depois disso vá colocando, enquanto bate, os pedacinhos de creamcheese e a essência de baunilha. Desligue a batedeira e misture o açúcar usando uma colher ou espátula, depois volte a bater por uns 2 minutos até incorporar tudo. Não se esqueça de usar uma colher ou um pão-duro para limpar as paredes da tigela. Guarde fora da geladeira, porque você vai precisar que essa mistura ainda esteja mole na hora de colocar no bolo.

PS: é importante usar o açúcar de confeiteiro porque ele é fininho como uma farinha. Se você usar o refinado, vai dar para sentir os grãozinhos. Na primeira vez que fiz essa receita, esqueci de comprar o açúcar de confeiteiro e tentei trapacear batendo o açúcar refinado comum no processador: ele ficou mais fino e ainda deu pra sentir os grãozinhos. Não estragou a receita, ficou boa do mesmo jeito, mas um pacote de glaçúcar custa menos de R$3 e dá pra usar em várias receitas, então não seja pão-duro.

Calda de amora

3 pacotinhos de polpa de amora congelada

5 colheres de sopa de açúcar

1/4 de xícara de água

Misture todos os ingredientes em uma panela de fundo grosso e deixe cozinhar até ficar num ponto um pouco mais mole que calda de sorvete. Eu usei a amora em polpa porque não achei para comprar (nem para roubar de algum pé) aqui na minha cidade, mas se você achar, pode usar 4 xícaras no lugar dos 3 pacotinhos.

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O danado montado. Só a calda aparece.

Montagem:

Espere a massa do bolo e a calda de amora esfriarem. Na própria assadeira, umedeça bem a massa do bolo com leite (eu usei exatamente 1 copo de leite para umedecer o meu bolo, mas se você gosta dele BEM molhadinho, pode usar um pouco mais). Depois que o bolo absorver o leite, cubra com a cobertura de cheesecake e depois espalhe a calda por cima. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir.

Esse bolo é pra comer geladinho mesmo, e é uma delícia porque o azedinho da amora quebra o doce da massa e da cobertura. Huuuuummmmmm!

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Diliça geladinha!

March 9, 2015

Aquele post dos possíveis presentes

Posted in Uncategorized at 12:30 am by Fer

Faz bastante tempo que não posto as coisas que eu realmente queria postar aqui: tutoriais, DIY, críticas às coisas, etc.

Não vou mentir [1]: tempo é uma coisa que eu tive, o que não tive foi saco mesmo. E confesso que esse post é algo que eu deveria ter feito em meados de novembro do ano passado, mas fui enrolando e agora decidi finalmente postar sobre isso.

Não vou mentir [2]: acho esse tipo de post uma coisa bem imbecil, mas tem sua dose de utilidade pública para os meus amigos e para o Sr. Fernanda. Se eles pediram, tá aí.

Todo mundo que me conhece sabe que sou chata com presentes e TODO MUNDO reclama quando chega na época de me dar alguma coisa, principalmente quando é meu aniversário. Por muito tempo me senti mal por isso, até começar a trabalhar e finalmente ter dinheiro para presentear as pessoas que gosto. Depois que isso aconteceu, percebi que é foda presentear quase todas as pessoas que eu conheço, então desencanei e entendi que na verdade é difícil presentear qualquer pessoa que não fale exatamente o que quer ganhar. Com relação a isso eu também sou bem chata, porque tenho vergonha de pedir e o fato de eu ser orgulhosa pra caramba contribui com essa minha chatice. Então vamos lá fazer uma listinha de coisas que gosto e não gosto de ganhar, pra ver se o povo para de reclamar na época do meu aniversário/Natal/dia das crianças/etc. ^^

1 – Livros:

Já vou começar com George Martin porque tá fresquinho na cabeça: eu já li os 5 livros das Crônicas de Gelo e Fogo, mas só tenho os três primeiros livros (A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis e A Tormenta de Espadas). Os outros dois (O Festim dos Corvos e O Arrasta-pé dos Calango Voador) eu li no tablet, mas apesar de já ter lido, não me importaria em ganhá-los para completar a coleção. Dois outros que acho interessantes são O Mundo de Gelo e Fogo e O Dragão de Gelo.

PS: já tenho O Cavaleiro dos Sete Reinos.

Anne Rice: tenho O Vampiro Lestat, A Rainha dos Condenados, A História do Ladrão de Corpos, Memnoch e O Vampiro Armand. Eu tinha o Entrevista, mas acabei perdendo naquele esquema de emprestar pra sei lá quem, a pessoa não devolver, etc. Então podem me dar sossegado o Entrevista com o Vampiro ou qualquer outro depois de O Vampiro Armand. Eu também ficaria feliz com volumes da Vida das Bruxas Mayfair. Na dúvida, aqui tem toda a bibliografia dela, com a cronologia certinha. PS: o único que eu passo longe é Vittorio, o Vampiro, porque achei esse livro uma ofensa. Aliás, todo mundo deveria passar bem longe dessa bosta.

Tolkien: já tenho uma edição bem bonitinha d’O Hobbit e não me importaria de começar a ler O Senhor dos Anéis se alguém me desse. Sempre quis fazer parte do time de críticos do filme, já que adoro falar mal das coisas.

Deuses de Dois Mundos – O Livro da Traição: eu tenho o primeiro dessa série (O Livro do Silêncio) na versão de capa mole, então por favor, se alguém for me dar esse, que seja de capa mole também, já que a tia aqui tem TOC. É até melhor porque é mais barato que a versão de capa dura. :3

Livros de contos de fadas: qualquer um, pois adoro essas porras, principalmente se for ilustrado. Já tenho esse dos Grimm, mas livros de contos de fadas nunca são demais. Principalmente se forem aquelas edições antigas e lindas de capa dura e detalhes em dourado, cheirando mofo por ter sido comprado em sebo. Esses são livros que eu não me importaria de ter até se forem em outros idiomas, porque contos de fadas são amor. ❤

Livros de arte: gosto muito de livros que ensinam pintura, principalmente se for aquarela e guache, pena que é difícil achar essas porras (principalmente os de guache – deve ter só um ou dois em português). Também é o tipo de livro que não me importo de ler em inglês. Na verdade, também não me importo de ganhar esse tipo de livro se for em qualquer outro idioma, pois é fácil entender as técnicas só pelas fotos e meia dúzia de palavras que posso aprender. Também gosto de livros sobre os artistas que eu curto. Não vou me aprofundar nisso para o post não ficar muito grande, mas quem me conhece deve saber quais são. :3 PS: não gosto de arte moderna e contemporânea. Me julguem.

Artbooks de mangás/animes: são difíceis de achar fora da Fonomag, mas vão para essa listinha mesmo assim. É só pensar em algum mangá que eu gosto e, se achar um artbook sobre ele, voilá.

Todo o resto é livro que eu considero “dispensável” – ou seja, se me der vontade, baixo de algum lugar e leio no tablet.

2 – Coisas fofas:

Pusheen: eu amo essa porra dessa gata. Podem me dar qualquer coisa dela que vou adorar. E sim, é uma gata e não um gato, descobri isso quando vi a criadora dela se referindo à bichana como “she” em vez de “he” ou “it”.

Pandas: adoro pandas, podem me dar coisas de panda porque panda é amor.

Raposas: também curto raposas, se alguém quiser pode me dar uma de estimação que eu não vou reclamar.

3 – Materiais de desenho/pintura/essas porras:

Amo canetas, canetinhas, papéis, lápis de cor, cadernos, estojinhos diferentes e todo tipo de tralha do gênero. Caderninhos de desenho em tamanho A5 ou menor nunca são demais. Atualmente estou com tara por canetas com ponta de pincel. Lápis de cor avulsos em tons de pele, terrosos ou quaisquer outros tons que não se encontram facilmente em caixas comuns também são bastante bem vindos. :3

PS: só porque eu sei fazer caderninhos de desenho, não significa que eu não goste de ganhar isso, fica a dica. :3

4 – Doces

Pode parecer meio imbecil, mas quando eu não sei o que dar pra alguém, dou chocolate ou algum outro doce que eu sei que a pessoa gosta muito. Às vezes também incluo uns chocolates no “presente de verdade” quando a pessoa ou a data é importante. Então vou facilitar para a galera.

Chocolates, por ordem de amor: Ouro Branco, Milka Oreo, Kinder Bueno, Kinder chocolate (aquele que vem 4 barrinhas minúsculas numa caixinha com a foto de uma criança sorridente e medonha), Diamante Negro, chocolates brancos com pedaço de bolacha escura no meio. Depois desses, fica meio que pau a pau a competição entre todos os outros chocolates, desde que não tenham coco, uva passa, fruta cristalizada, enfim, essas coisas saudáveis e horríveis no meio.

Outros: Nutella, Casino e outros cremes de avelã que não tenham gosto de remédio (será que esse post vai ficar muito favela se eu disser que já dei um pote de Nutella de presente pra uma pessoa e ela ficou super feliz?). Balas de caramelo, principalmente se for daquela Kids que é praticamente impossível de se achar por aí. Tubinhos Fini, amo todos menos o de banana. O azul sempre será o meu favorito EVER, mas também tenho uma peculiar simpatia por aquele vermelho que não tem o açúcar azedinho em volta. ❤

5 – Coisas ~criativas~ em geral:

Porta-retrato: nunca me dêem porta-retrato. Tenho trauma de ganhar essas porras desde um aniversário em que todos os presentes que ganhei foram porta-retratos. Tinha um zilhão de porta-retratos e nenhuma foto pra colocar neles, porque eu vivia na pindaíba e revelar foto era caro. Traumatizei. Tenho ódio de porta-retrato. Me dá chocolate em vez disso.

PS: acho que porta-retrato é a única coisa que eu realmente não gosto de ganhar. Não consigo me lembrar de mais nada. XD

Chaveiros, bottons, pingentes de celular, mouse pad e acessórios em geral: não costumo usar nada dessas coisas, mas guardo com muito carinho quando ganho. :3

6 – Mangás

Gosto de ganhar mangá. Qual nerd não gosta de ganhar mangá?

Não consigo pensar em mais nada. Atualizo o post à medida que for lembrando.^^

March 8, 2015

Crises e canetinhas

Posted in Uncategorized at 3:56 am by Fer

Há uns meses, resolvi tentar lutar contra a minha crise criativa com um pouco mais de afinco. Comprei um livro de colorir ~para adultos~ chamado Jardim Secreto e uma amiga já tratou de me incluir num grupo sobre isso no Facebook. Junto do livro, também comprei lápis de cor novos e algumas canetas meio diferentes, tipo aquelas de gel que tem brilhos e outras viadagens. Achei um estojo de 36 cores dessas canetas e fiquei tão feliz que fui correndo postar uma foto dele no grupo, já que além das fotos das pinturas, o pessoal também tem o hábito de postar fotos das suas ~ferramentas de trabalho~. Algumas pessoas fazem isso pra mostrar que tem dinheiro pra comprar material caro, mas a maioria posta com o intuito de informar se esse lápis é bom, se aquele outro é ruim, pelamordedeus nunca compre desse aqui, aquele lá tá com preço bom na Kalunga, etc.

Eis que, como muita gente não estava conseguindo achar um estojinho de canetas igual ao meu, tive a brilhante idéia de usar a minha conta do Mercado Livre para revender alguns desses estojinhos, já que o frete sairia MUITO mais barato usando as vantagens do Mercado Envios. Fiz isso sem ter lucro, pois eu não precisava ganhar dinheiro com isso, queria apenas ajudar o pessoal com as pinturas do livro. Só acrescentei alguns poucos reais ao valor original das canetas para cobrir despesas como tarifas do Mercado Livre e custos com embalagem. A galera caiu matando nos estojinhos, vendi um monte deles, anunciava de 5 em 5 unidades e eles acabavam super rápido.

Eu sabia que muita gente ainda não havia feito compras no Mercado Livre, por isso tive que entrar em contato com cada um dos compradores para eles me qualificarem. Pra quem não sabe, o ML só libera o dinheiro das vendas depois que o comprador recebe a mercadoria e qualifica o vendedor como positivo. Ou, se o comprador esquecer de qualificar, o dinheiro é liberado depois do prazo de quase um mês. Enviei e-mails e mensagens bem educadas, pedindo com jeitinho e a maioria entendeu e foi correndo me qualificar quando recebeu a muamba.

O problema é que alguns desses compradores simplesmente ignoraram essas minhas mensagens. Quer dizer, na hora de me apressar pra enviar, todo mundo respondia as mensagens, mas na hora de dar a porra da qualificação, esse povinho sumiu. E nem dá pra usar a desculpa do “mas suas mensagens caíram na pasta ‘outras’ do Facebook e não pude ver”, porque todas elas foram visualizadas. E nem a desculpa do “mas e se a pessoa ainda não recebeu?”, porque eu mesma confiro pessoalmente as encomendas que envio. Ninguém tinha desculpa pra não qualificar, o pessoal que não fez isso simplesmente não fez por preguiça. Eu ia receber os pagamentos de qualquer jeito depois que vencesse o prazo, logo, não estava preocupada em perder dinheiro. Mas estava puta porque não custava nada me darem a merda da qualificação.

Quando vi gente postando desenhos feitos com canetas compradas comigo, fiquei ainda mais puta. Tem tempo pra colorir e tirar fotinho, mas não tem 2 minutos pra liberar minha grana? Beleza. Fui lá no grupo e, já com a intenção de sair dele depois, escrevi uma mensagem bem grossa e ofensiva falando umas merdas sobre esse povo. Teve todo tipo de comentário, desde uma minoria achando o post ofensivo, até uma surpreendente maioria me defendendo, revoltados, pedindo pra eu divulgar os nomes do pessoal (provavelmente pra rolar um bullying corretivo neles). É claro que não fiz nada disso, só quis postar aquela mensagem para causar um pouco de desconforto nos caloteiros. E causei. No dia seguinte à mensagem, consegui sacar o dinheiro da minha conta do ML, pois o pessoal que ainda não havia qualificado foi correndo fazer isso.

Essa foi uma breve história do quanto as pessoas reagem melhor à agressividade do que à gentileza. E do quanto eu sou burra às vezes.

Agora vamos ressuscitar o Fer Recomenda já falando de coisa boa: a Sandra Rosa Madalena finalmente chegou /o/

E sim, Sandra Rosa Madalena é o nome da minha nova batedeira planetária. Escolhi esse nome porque como a compra dela foi uma verdadeira novela, tinha que ser um nome composto digno de novela mexicana. Como eu tava sem criatividade, esse foi o primeiro que me veio à cabeça. Agora venham com a tia aqui, vou fazer a primeira parte de uma breve resenha sobre ela.

Primeiro de tudo, vamos começar com o lugar onde comprei: Ricardo Eletro.

Como tudo começou: como toda boa nerd, tenho muitos amigos que fazem a maioria das suas compras online. E se tem uma loja que todo mundo que eu conheço recomenda, essa loja é a Ricardo Eletro. Todo mundo fala que essa porra dessa loja, além de ter preços bons, entrega super rápido e bem antes do prazo. Há uns meses eu assinei o newsletter deles para receber as ofertas por e-mail, porque né, vai que alguma coisa me interessa. E interessou: eu já estava querendo comprar uma batedeira nova, porque a daqui de casa estava parecendo um poodle: muito barulho pra pouco serviço. Então decidi que, se fosse pra gastar com uma batedeira nova, eu compraria uma boa de uma vez. Um dia ainda terei uma KitchenAid, mas por enquanto eu tenho coisas mais importantes para fazer com R$1800 (tipo tirar carta de motorista), então decidi que minha nova batedeira seria um pouco mais barata. Daí recebi esse e-mail com uma promoção da Planetária Arno Deluxe Inox, e pourra, quando vi o preço dela nos outros sites, pensei toda malandra: “é agora que eu faço pão sem ficar com os braços doloridos por dois dias!”.

O que aconteceu: só não digo que me ferrei porque ela chegou. Atrasada, mas chegou. Sim, chegou com um dia de atraso, mas o próprio entregador comentou que teria demorado mais uns dias se eu não tivesse ligado na transportadora (Total Express) pra dar barraco.

Não recomendo a Ricardo Eletro porque:

– Minha primeira compra nessa loja chegou depois do prazo;

– Me fizeram ficar sem poder sair de casa, já que a porra do status da encomenda constou como “em rua para ser entregue” por vários dias e ninguém queria avisar a transportadora que não tem gente aqui em casa de manhã;

– Tive que gastar com ligações interurbanas, porque nem a loja e nem a Total Express tem 0800.

Quem me conhece sabe que eu odeio os Correios do fundo da minha alma, mas essa foi uma breve história da semana em que senti saudade dos serviços dos Correios. Porque até essa bosta de empresa teria entregado mais rápido.

Sobre a batedeira em si: por enquanto, usei apenas para massas leves. Fiz dois bolos e um buttercream usando essa belezinha e para isso, achei que ela é uma ótima máquina. Assim que fizer um pão com ela, farei uma segunda parte da resenha, bem mais completa, e com algumas fotos se não der muita preguiça. Acho isso importante, porque eu mesma achei tão poucas resenhas sobre ela que me sinto na obrigação de compartilhar minhas experiências com quem quiser adquirir uma dessa. :3

March 5, 2015

Pãezinhos fofinhos e saga da batedeira

Posted in Uncategorized at 1:40 am by Fer

Hoje eu tô puta demais. Já tem mais de duas semanas que comprei uma batedeira planetária no Ricardo Eletro e ainda não recebi. A maioria dos meus amigos diz que é uma loja que entrega super rápido e o caramba, mas o prazo de chegada da minha batedeira já venceu e ainda nem vi a cor dela. E ainda por cima fui mal atendida, porque eles não respondem nenhum dos meus e-mails, foram estúpidos por telefone e não demonstraram o mínimo interesse em resolver o meu problema.

Não recomendo comprarem coisas nessa loja. O estresse que tô passando por causa dessa compra não compensa. Se eu soubesse, teria pago R$100 a mais e comprado na Americanas, pois essa é uma loja que eu compro sempre e nunca me deu problemas. Só não peço pra devolver porque agora o preço dessa batedeira está bem maior nos dois sites. D:

Já fazia bastante tempo que eu queria essa batedeira porque a minha está bem ruinzinha, e já que é pra gastar dinheiro comprando uma nova, resolvi comprar uma planetária de uma vez, assim posso bater massas pesadas e quem sabe um dia conseguir fazer uma rosquinha de laranja igual a de uma padaria numa cidade aqui perto. Aquela rosquinha é o paraíso.

Graças a esse atraso da entrega, bora malhar o braço fazendo pão.

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Pão caseiro e fofinho

Ingredientes:

2 ovos em temperatura ambiente

2 colheres de sopa de açúcar

1 xícara de leite morno

1/4 xícara de óleo vegetal (eu usei de milho)

1/2 colher de sopa de sal

10g de fermento biológico seco, ou seja, 1 pacotinho (ou 2 tabletinhos do fermento fresco = 30g)

Farinha de trigo até dar ponto. Eu abri um pacote novo e sobrou uma boa quantidade.

Modo de fazer:

– Se o seu fermento for do fresco, misture ele numa tigela grande junto com o açúcar e amasse essa mistura com as costas da colher até ela ficar líquida, depois adicione todos os líquidos e o sal por último. Se o fermento que você usar for o seco, apenas misture ele com o açúcar e logo depois com os outros ingredientes.

pão 01

– Cuidado com a temperatura do leite! Se estiver muito quente, você mata o fermento e o pão não cresce! Ponha o dedo no leite por uns 10 segundos, se você não se queimar é porque tá bom.

– Misture bem os ingredientes. Se você tiver um processador ou liquidificador, pode usar que daí mistura mais fácil, mas eu não uso porque tenho preguiça de lavar depois.

– Vá acrescentando farinha aos poucos e misturando. Eu acrescento aos punhadinhos com as mãos mesmo, mas se quiser pode ir colocando de duas em duas colheres.

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– Vai chegar uma hora que não vai mais dar para misturar com a colher. É nessa hora que você começa a amassar com as mãos! Se suas unhas estiverem curtas, fica bem mais fácil. Vá amassando e colocando farinha até chegar no ponto.

– Esse “ponto” é assim: dê uma amassadinha na massa com a sua mão limpa. Se não grudar é porque tá bom.

– Amasse por PELO MENOS 10 minutos a partir disso, até a massa ficar lisinha. Pra facilitar, eu coloco o meu timer rodando por 20 minutos e paro ou quando ele toca ou quando meus braços não aguentam mais. Quanto mais tempo você amassar, melhor vai ficar o seu pão.

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– Deixe descansar por 1h, ou até a massa dobrar de volume.

– Corte em três partes, fazendo três bolas. Abra essas bolas com um rolo, como se fossem discos de pizza, e depois enrole. Acomode as três em uma assadeira untada com óleo, com aproximadamente 4 dedos de distância entre elas.

– Deixe descansar de novo por mais 1h, ou até dobrar de volume.

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– Ligue o forno na temperatura máxima e deixe ligado por 10 minutos. Depois disso, abaixe para aproximadamente 180º e rapidamente coloque a assadeira lá dentro.

– Asse por mais ou menos meia hora, ou até os pães ficarem douradinhos.

– Sirva quente, com manteiga. É heresia comer esse pão com margarina.

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Dica: se o dia estiver quente, ponha um ventilador na cozinha, virado para você. Eu chego a suar quando faço esse pão e o ventilador ajuda bastante.

Meu humor até melhorou depois de comer esse pãozinho. Huuummm!

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August 4, 2014

As Crônicas Tangerínicas: o Tigre, a Paçoca e a Alfarroba

Posted in Coisas gostosas, Comida ♥, Críticas Tangerínicas, Derping Around, Devaneios, Devaneios gastronômicos, Dicas, Diversos, Gordices, Que porra é essa? D:, Selo Fer-chan de qualidade tagged , , , , , , , at 2:57 am by Fer

Só avisando que no post de hoje tem um pouco de revolta e dois devaneios gastronômicos.

Comentando rapidamente sobre o assunto da semana: um pai retardado leva seu filho igualmente retardado num zoológico, o moleque enfia a mão na jaula do tigre e o que acontece? É claro, o tigre fica puto e apenas age como um tigre normal. Não queriam ver a porra de um tigre? É, então.

Vou abrir parênteses aqui só para explicar minha posição sobre zoológicos. Muita gente vai me achar super escrota por isso que vou dizer, mas para expressar a minha opinião sobre animais que não sejam cachorro, gato ou qualquer outro tipo de “pet”, vou parafrasear um amigo meu: ou come ou solta. Sou contra zoológicos e acho que quem vai nesse tipo de lugar e sustenta essa indústria não tem nada melhor que bosta dentro da cabeça. Nunca fui num zoológico, mas sei que nunca vou gostar desse tipo de lugar porque já me sinto mal o suficiente quando vejo um passarinho numa gaiola. E acho que definitivamente não é um lugar que se deva levar crianças porque não acho saudável ensinar aos pequenos que animais expostos em jaulas são uma coisa agradável de se ver. Mas beleza, se tem pais que pensam o contrário, quem sou eu pra julgar a quantidade de merda na cabeça deles.

Não vi os videos que as pessoas que presenciaram filmaram porque amigos me disseram que o tigre praticamente dilacerou o braço do moleque. Não tenho estômago pra essas coisas, então vou me basear nos comentários feitos nos videos.

1 – O moleque provocou o tigre insistentemente. Não sei vocês, mas quando eu tinha 11 anos, já sabia que não se podia brincar com um bicho desse tamanho.
2 – O pai do moleque ficou incentivando ele a provocar o tigre. Esse cara deve ter muito cocô na cabeça.
3 – O zoológico tinha grades de proteção e o moleque, incentivado pelo pai, pulou a grade e ficou lá, correndo de um lado pro outro. Se fez isso com um tigre, imagina o que esse projeto de retardado não deve fazer com cachorros, gatos e animais menores e mais indefesos.
4 – O pai disse à polícia que não viu o menino “brincando” com o tigre porque estava ocupado cuidando do outro filho pequeno, mas testemunhas disseram que ele não só viu como também incentivou o comportamento dele. Eu acho que nesse caso ele estaria errado de qualquer forma, porque se não pode cuidar dos dois, não saia com os dois! SEU RETARDADO!

Foda-se se o zoológico deveria ter alguém fiscalizando isso. QUALQUER IGNORANTE SABE QUE NÃO SE DEVE PROVOCAR UM ANIMAL SELVAGEM. Aliás, até cachorro quando é provocado reage como pode, resultando no sacrifício do coitado depois.

Não, não estou colocando a culpa apenas no menino e nem dizendo que ele mereceu perder o braço. O maior culpado disso tudo é o pai, que não cuidou direito e ainda por cima educou mal, isso é fato. Mas com 11 anos de idade, qualquer pessoa que não tenha nenhum tipo de deficiência mental deveria saber que não se provoca nenhum tipo de bicho, selvagem ou não (mas é claro que as consequências sempre serão piores quando o animal é selvagem).

Sobre o zoológico: não sou de defender esses filhos da puta, mas na minha visão eles não tem culpa alguma. Tinha grades, tinha aviso. Se o pai e o garoto não tiveram a capacidade de respeitar nenhuma dessas duas coisas, não seria um guardinha de zoológico que teria autoridade para parar com a “brincadeira”.

*aguardando video do Cauê Moura sobre o caso*

Momento revolta passou, agora vamos falar de coisa boa.

Hoje em Sampa fiz o Sr. Fernanda me levar no Shopping Bourbon para passearmos um pouco antes de eu voltar para casa. Passamos no Záffari que tem lá (pra quem não conhece, o Záffari é uma rede de supermercados do Rio Grande do Sul) para comprar algo que vem sendo o alvo da minha lombriga há um bom tempo: Paçoquita Cremosa.

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Preço: achei caro, considerando-se que o preço sugerido é R$5,99 pelo pote de 180g. Paguei R$9,60 com um pouco de dor no coração, porque aquela Nutella grande de 350g estava R$9,90. Mas comprei porque a lombriga tava forte e não sabíamos de nenhum outro lugar que vendia isso.

Sabor: achei bem gostosa. Eu diria que é uma versão um pouco mais suave e levemente menos doce que a Paçoquita tradicional. Acredito que tenha sido feito dessa forma para não “enjoar” o consumidor, porque se fosse exatamente o mesmo gosto, ficaria enjoativo. Não sei se deu para entender. Ela tem pedacinhos de amendoim e é bem cremosa mesmo, não é igual ao Amendocrem que é mais durinho. Passei um pouco numa bolacha água e sal e achei que a combinação ficou boa. Não passei no pão porque não gosto de misturar pão com coisas doces, mas quem quiser experimentar fique à vontade. Pão com Nutella é heresia pra mim, Nutella se come com bolacha, não com pão.

Custo-benefício: acho que só pra quem ficar realmente viciado em Paçoquita Cremosa vale pagar quase R$10 por um potinho desse tamanho. O Sr. Fernanda reparou no próprio supermercado que com essa grana você compra um pote de 300-e-sei-lá-quantos-gramas de Paçoquita em formato de rolha ou aquela outra retangular. Se o preço fosse os R$5,99 sugeridos pela empresa, ok, até seria possível. Mas não acho que vale a pena pagar quase o preço de um pote grande de Nutella por um produto que vem metade da quantidade da mesma.

Vou abrir aspas aqui para falar sobre o Amendocrem: comprei um potinho uma vez para rechear cupcakes e também gostei bastante, achei o sabor bem parecido com a Paçoquita e até chamei os cupcakes que fiz de “cupcake de Paçoquita” porque né, se eu falasse “cupcake de Amendocrem” seria capaz das pessoas não quererem comer por não saber do que se tratava. Mas o pote ficou rodando aqui em casa por ser enjoativo. Quem achar que não vale a pena pagar R$10 por um pote de Paçoquita, o Amendocrem é um bom substituto, uma vez que custa metade do preço. Mas já vou avisando que esses dois foram os únicos cremes de amendoim que já comi, então não posso comparar com os outros.

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Uma coisa que eu vejo há muito tempo na parte do caixa de restaurantes aqui na minha cidade é a tal da alfarroba. Ô nome feio, não dá vontade de comer isso se você for só pelo nome. Mas de tão curiosa, acabei pesquisando o que é essa tal de alfarroba e achei esse site.

De acordo com o que diz o site: “A alfarroba, carob em inglês, é o fruto de uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo, semelhante à vagem do feijão, de cor marrom escuro e sabor adocicado. O pó que é utilizado para substituir o cacau é derivado da polpa dessa vagem que é torrada e moída. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau, tanto no seu conteúdo nutricional, quanto em relação à ausência de estimulantes, como a cafeína e teobromina, além de possuir baixo índice glicêmico, de acordo com recente pesquisa elaborada pela Universidade Federal do Paraná.”

alfarroba

Quandi li isso, eu já sabia que o sabor dela não seria exatamente o mesmo que o do chocolate, mas mesmo assim fiquei doida para experimentar. O problema é que esse negócio não é fácil de achar, principalmente em uma cidade pequena como a minha. Os lugares onde eu vejo isso aqui são restaurantes e casas de produtos naturais, mas eles só tem a alfarroba com coco e com banana. Odeio banana e não gosto de nada que tenha coco ralado no meio porque detesto a sensação de morder os pedacinhos, então fiquei esperando o dia em que eu encontrasse essa belezinha pura ou pelo menos com alguma coisa que eu goste no meio.

Acabou que achei alfarroba com castanha de caju numa lojinha de produtos naturais do Bourbon, antes de ir no Záffari comprar a Paçoquita Cremosa. A moça do caixa até tentou me empurrar uma de banana, que era mais cara, mas eu gentilmente disse que odeio banana e que só queria comprar uma barrinha para experimentar.

Sabor: é parecido com chocolate, mas se você é um verdadeiro chocólatra, não substitui o nosso lindo derivado de cacau. Dei uma olhada no site e descobri que esse produto foi criado pensando nas pessoas que são: alérgicas a cacau (eu nem sabia que isso existia), diabéticas, intolerantes à lactose e também quem não pode consumir glúten. Então, se você não tem nenhum desses problemas, não acho que vale a pena substituir. É claro que sempre tem o pessoal natureba que mesmo não tendo esses problemas, vai acabar preferindo a alfarroba por questões de saúde, mas nééééé, quem é gordo de cabeça nunca pensa nisso.

Preço: R$2,10 por uma barrinha minúscula. Só vale a pena se você for intolerante às coisas que citei ali em cima e estiver desesperado por um doce.

Custo-benefício: se eu fosse intolerante a essas coisas todas aí, sinceramente preferiria o Choco-soy, já que é igualmente caro. Já comi uma vez e achei bem mais parecido que o chocolate do que a alfarroba. Se você quiser comprar para experimentar tá valendo, mas para satisfazer o desejo por gordice você precisaria de muitas dessas barrinhas.

E sim, eu como muita porcaria, mas por curiosidade sempre acabo experimentando as versões saudáveis da gordice nossa de cada dia. Afinal, vai que um dia os caras conseguem fazer uma versão saudável com o mesmo sabor. Não custa nada sonhar.

Status: bebendo o que eu desejo profundamente que seja a minha última Coca do mês porque quero muito parar de beber refrigerante. No próximo post eu conto se consegui.

 

***UPDATE***

Todo mundo sabe o quanto está difícil encontrar a Paçoquita Cremosa, então resolvi procurar uma lista de lugares que estão vendendo essa belezinha na cidade de São Paulo. Achei a lista de endereços nesse site aqui.

Vale lembrar que eu comprei a minha (e paguei meio caro) no Záffari no Shopping Bourbon, por isso se alguém aí achar em outro lugar, diga o preço que pagou para ajudar a galera.^^

Adega da Bandeira: Avenida 9 de Julho, 82, Bela Vista.

Comércio de Doces Três Rosas: Rua Três Rios, 147, Bom Retiro.

Mercadinho Expresso: Rua Dona Antonia de Queirós, 470, Consolação.

Mercado Remax: Rua Bela Cintra, 413, Consolação.

Mercadinho Alagoas: Rua Alagoas, 29, Consolação.

Chelly Bomboniere: Rua da Consolação, 323, Consalação.

Doceria Angélica: Avenida Angélica, 2072, Consolação.

Supermercado Carioca: Rua Álvaro do Vale, 412, Ipiranga.

Entre Delícias: Rua Iaiá, 178, Itaim Bibi.

Empório São Pedro: Rua Salvador Risoleu, 340, Jardim Peri Peri.

Empório dos Servidores: Rua Vergueiro, 457, Liberdade

Mercado Caramanti Doces: Avenida Bernardino de Campo, 12, Paraíso

Yamada Bomboniere: Avenida Ipiranga, 318, República

FF. Doces Comercial: Rua do Arouche, 178, República

Sacolão São Jorge: Rua Dom Vilares, 1 700, Sacomã

Hortifruti Nazaré: Praça Professora Emília Barbosa de Lima, 3. Vila Madalena

Shokiti: Rua Gomes de Carvalho, 1 285, Vila Olímpia

Mercadinho e Panificadora Souza: Rua Raul Pompeia, 1 141, Pompeia

Empório Villamarin: Rua Capituba, 106, Vila Regente Feijó

Luck Empório: Rua Aristides Viadana, 180, Vila Romana

Mercado Joy: Avenida Lins de Vasconcelos, 3 329, Aclimação.

BBB Mercearia: Rua Castro Alves, 312, Aclimação.

Mercadinho Nicky: Rua Bueno de Andrade, 323, Aclimação.

Mercadinho Happy Day: Rua Muniz de Souza, 91, Aclimação.

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